Labirintos (faz tu mesmo)

labirinto casal

Podia por-me aqui a tecer grandes considerações, ir pelo lado dos arquétipos, das sabedorias ancestrais, do que fala à humanidade sem falar, do poder do símbolo e dos mitos. Mas não vou porque não só não sei nada sobre isso, como não tenho vagar e prefiro debruçar-me e aprofundar outros assuntos. Ainda assim acho isto dos labirintos fascinante.

Sabemos a história do Teseu que escapa ao Minotauro por causa do fio da namorada, Ariadne. Sabemos da história escrita pelo J. L. Borges e dos dois reis e dos seus labirintos. Sabemos (soube muito recentemente) que a catedral de Chartres tem um gigantesco labirinto desenhado no chão, para os visitantes percorrerem num duplo sentido – para dentro e para fora.

A carga simbólica é tremenda e, efectivamente, os labirintos têm um significado múltiplo e poderoso. Uma das leituras é que a nossa vida tem um percurso diverso mas acabamos todos no mesmo… Por isso o chegar ao centro é uma espécie de morte/encontro com Deus/Divindade/consigo mesmo e o percurso ao contrário é uma espécie de renascer, presumo que espiritual.

muitos sites que falam disto, um deles de uma portuguesa que escreve em inglês e organiza percursos em Sintra, uma coisa assim para o esotérica.  Pode ser que vos apele – o site é este. Encontrei um outro que ensina a fazer labirintos… na praia (e esta é a minha praia).

O método é muito simples, aqui está o desenho por partes:

maegazine labirinto faz tu mesmo

O artigo mostra isto mas em fotos e fala dos paralelismos com a vida, nascimento, parto, etc. Podem lê-lo aqui.

O facto de percorrermos, ainda que apenas com um dedo, um labirinto, permite-nos focalizar a atenção. Se o fizermos devagar, intencionalmente, e se permitirmos que isso nos faça pensar na vida, eventualmente abrirá portas interiores, como uma meditação em movimento.

Pela minha parte, na próxima oportunidade já sei o que vou desenhar na areia. Para as mais prendadas fica também a sugestão de bordar num pano, como auxiliar de meditação 😉

Bons labirintos, boas perdas, bons reencontros!

melro

ilustração de Belinda Downes

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