Ficções (um artigo invejoso)

Ficções é o título de um dos meus livros favoritos, conjunto de contos do Jorge Luís Borges, mas isso não vem aqui para o caso.

Ficções foi o melhor título que eu encontrei para um artigo sobre a frustração que sentimos ao ver as redes sociais e a vida dos outros. Neste caso particular, a vida de uma cozinheira sino francesa mãe de 6 + 2 enteados + resmas e resmas de cães, a viver no sudoeste francês, na zona do Médoc (onde há um vinho bestial).

 

A sério. Se não a conhecem, não se dêem ao trabalho – ficam com vontade de cortar os pulsos. Não há nada que não seja perfeito:

Ao fim de 6 gravidezes,  a bloguista de metro e oitenta tem uma cintura mais fina do que eu alguma vez tive. O cabelo é espectacular, a cara é linda e a maquilhagem, discreta, põe em relevo os olhos asiáticos – uma autêntica modelo. A dentadura é perfeita, assim como as roupas que veste – sempre de vestidos e/ou saias impecavelmente escolhidos e passados a ferro, com brincos brilhantes e clássicos e vistosos mas discretos, de bom tom.

A casa?! A casa nem tenho palavras. É um bruto casarão, com uma patine e um charme indescritíveis, no meio do campo e de vinhas. A casa está sempre decorada com flores, limpa e certamente a cheirar bem, com as delícias que a chef prepara. Ah, esqueci-me de dizer que ela fala 5 línguas e tem a pinta mais cool e blasé que se possa imaginar: tudo é fácil, tudo é hedonismo, tudo é boa vida.

Os filhos desfilam para uma marca queque de roupa francesa e andam sempre de camisa ou vestidos e sabrinas, como a mãe. Falam impecavelmente e ainda fazem filminhos a ensinar a fazer compote de pomme, mas acho que falam em inglês, a língua lá de casa. São lindos e fotogénicos, como tudo, aliás.

O marido é fotógrafo profissional e o casal + a tropa toda mudou-se para o sul de França há meia dúzia de anos, para dar corpo ao sonho que tinham de viver no campo. Bloguista de sucesso, a cozinheira tem o seu próprio programa televisivo, é a égérie de uma marca cosmética, aparece nas revistas mais badaladas da moda e alimenta regularmente a sua conta Instagram. Resta acrescentar que vem do meio do showbiz, o que facilita um bocado as coisas…

 

Com o cotovelo a arder, procurei artigos, em que mais ou menos escalpelam o que ela vende: o sonho da vida no campo; da maternidade e da (numerosa) família feliz; da boa vida e dos prazeres da cozinha; da feminilidade absoluta, que tem dificuldade em usar calças porque só com saias se sente bem. Artigos que abordam a perspectiva do feminismo, da maternidade idealizada.

Ao percorrer as imagens que publica no Instagram, apercebi-me de uma outra coisa – não há quase referências à vida moderna: máquinas, ecrãs, fios e cabos eléctricos, telefones, luzes néon, carros, máquinas em geral. Nada de nada, só quando é incontornável. Até a foto tirada em Paris consegue mais ou menos esconder as viaturas, dando o aspecto de que podia ter sido tirada há 100 anos.

E foi aí que eu percebi

Esta família vende o sonho de uma aristocracia rural, que frequenta a ópera e viaja para Roma, num tempo indefinido mas seguramente pré revolução industrial! É como se viajássemos no tempo e tivéssemos a oportunidade de os acompanhar, a esta numerosa família, na sua vida ultra privilegiada e de sonho, mas ao estilo (e que estilo!) de hoje.

Curiosamente a foto mais interessante e reveladora é a do workshop que este casal à moda antiga deu, em que uma das participantes mostra os 3 dias de trabalho in a nutshell.

the past 3 days in a nutshell . . . . . . . #mangerworkshop #stseurin #saintyzansdemedoc #france #latergram

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Aqui vê-se os bastidores, a máquina batedora, o escadote, a foto bem tirada – a encenação.

Na sua presença online não há nada que nos fale das birras das crianças; das lutas com os trabalhos de casa; das frustrações dos júniores e dos séniores; das vulnerabilidades, fragilidades e angústias existenciais; dos rabos por limpar; da limpeza do casarão; dos pêlos (e do cheiro) dos cães; dos sacos das compras; das tensões conjugais; das dificuldades que existem sempre.

Esta ficção é absolutamente fascinante porque parece autêntica, não se limitando a ser uma montra de moda da mãe de corpo perfeito que vende as fotos das filhas e dos acessórios que usam com @ metidos na publicação. É tão fascinante porque nos evoca um tempo idealizado, sem distracções, cheio de conexão e relações sociais, sem plástico nem desperdício, sem objectos de design – só objectos antigos, analógicos, robustos, de matérias naturais ou lá perto.

É óbvio que tudo é planeado ao milímetro nesta maravilhosa ficção. E a tecnologia está toooooooda lá, nas máquinas fotográficas e computadores para as editar, no frigorífico, no telemóvel, na electricidade, no wireless, nos brinquedos dos putos que nunca vemos, dentro do armário da casa de banho.

Mas fingimos não perceber e suspiramos por uma vida assim no campo, descontraída, sem stress mais ou menos tóxico nem angústias, com deliciosa comida e estilo a rodos – que desfilamos nos dedos do telefone e confrontamos com a nossa barriga menos que perfeita, as olheiras roxas, os putos que gritam e se batem entre eles, o mês mais longo que o salário, o trânsito diário, o…

A sério, bloqueiem-me esta tipa.

Fui

Das contradições (e das pequenas coisas)

Na página de Facebook da Mãegazine acabei de partilhar uma imagem de uma página intitulada Becoming Unbusy. A tirada é esta e diz que no fim da linha não nos lamentaremos do tempo a mais despendido com os filhos.

A primeira contradição é que se há quem fique contente de despachar filhos para avós sou eu e já estou a esfregar as mãos agora com a Páscoa (eheh). E depois fica-me muito bem partilhar uma imagem destas… Mas essa contradição é humana e até tem graça. E eu sou o perfeito peixe que mordeu o isco.

Como assim?

Fui procurar quando surgiu a página Becoming Unbusy no Facebook. Como já não existe a barra do tempo, toca a ir sempre para baixo, e para baixo, e para baixo, e para abaixo e… cheguei ao final do mês de Março. Oi?! A página não se chama Becoming Unbusy?! Oi?! Há quilos de publicações por dia em torno da temática da simplicidade!

Para quem não sabe, gerir uma página de Facebook que se quer sempre a crescer e sem pagar publicidade exige MUITO tempo: a procurar conteúdos na net; a escrever textinhos apelativos para atrair os cliques; a criar as imagens com as citações com potencial viral; escrever ou procurar as tais citações com potencial; agendar a publicação desses conteúdos todos para não se encavalitarem; responder aos comentários; avaliar as horas/dias/tipo de conteúdo que tem sucesso, enfim, é um trabalho a tempo inteiro e existe e é remunerado.

O que achei piada é o facto de uma página que apregoa Becoming Unbusy, deliberadamente procurarmos a simplicidade e o retirar coisas da nossa vida e blá blá blá, ter uma atitude tão agressiva e profissional de crescimento online, tão busy justamente 😉

Ainda me dei ao trabalho de ver o site e a conta de Pinterest da autora e descobri que tinha mais de um milhão de seguidores e quase tantas pastas distintas de temáticas de Pinterest…

 

E pus-me a pensar na contradição disto tudo: navegamos nas redes sociais para tropeçarmos em tiradas preparadas por profissionais de marketing digital de que o que é bom é… estar fora das redes sociais. 

 

Nesta época que vivemos, partilhamos filminhos e imagens de simplicidade e empatia e conexão e idas para a natureza e por aí fora e depois não levantamos o rabo da cadeira ou os olhos do ecrã.

A verdade verdadinha é que é por essa contradição e por ter vontade de ser coerente que só aqui escrevo quando calha, ao contrário de retomar uma actividade blogueira mais intensa, como começou por ser (e que potencial teria!).

A verdade verdadinha é que combinei com uma amiga que cortávamos no açúcar 6 dias por semana e ao fim de mais de um mês (e algumas bastantes descaídas) quase não noto diferença nenhuma na balança ou nas calças, mas ela recordou-me que o que importa não é forçosamente visível – estamos a cortar um vício e isso é que conta.

A verdade verdadinha é que ser coerente e evitar ao máximo o plástico descartável faz com que quase nunca possa comer sequer uma salada de fruta ou maçã assada no trabalho e que beba o café quase sempre sem companhia.

A verdade verdadinha é que ter de preparar iogurtes caseiros (que não sei bem como vão azedando no processo) e o pequeno almoço maravilha de véspera dá trabalho, mas dá ainda mais gozo não ter cereais processados em casa e conseguir sobreviver a isso.

A verdade verdadinha é que não tenho quase fotos nenhumas (de jeito) dos putos, mas vou coleccionando umas pinturas jeitosas que vamos fazendo ao fim de semana com uma caixa de aguarelas.

A verdade verdadinha é que não faço nada Montessori ou Waldorf de forma estruturada, mas ponho-os todos a sacar folhas de agriões, de grelos e de espinafres, que depois comem como gente crescida, antes de ficarem hipnotizados com uns quantos contos de fadas lidos à luz de uma lanterna com velas. E tenho a certeza que isso vai marcar a sua infância.

A verdade verdadinha é que não podemos viver sempre numa contradição e temos de decidir se queremos ficar a consumir tiradas em ecrãs que nos dão a ilusão de uma vida inspirada e mais simples, ou se saímos *efectivamente* da nossa zona de conforto e arregaçamos as mangas para pequenas pequeníssimas coisas cujo resultado é pouco ou nada palpável, glamouroso… ou sequer simples 😜

Na Mãegazine apregoo menos do que me esforço por fazer, mas não desdenho totalmente as redes sociais, por isso estou no Facebook e Pinterest (e noutras mas sem estar), para além de estar aqui, claro! Subscrições são sempre bem-vindas 😀

 

 

Vamos #emãegrecer com cabeça?

É oficial – estou a precisar de perder 5kg. É uma mer chatice, mas é verdade.

E tenho uma pequena suspeita de que não estou sozinha.

Não sei como é com as outras pessoas, mas entre Setembro e agora, meio de Fevereiro, engordei 5kg. Entre as festas, o Natal e passagem de ano; alguns aniversários e respectivos bolos e tão somente seguir a minha natureza (enfardadeira), comi como gente crescida e sem medo do amanhã.

Pois o amanhã chegou agora numa consulta médica em que vi +6 do que devia. Dei de barato 2 extra, é da roupa, sabe que lá em casa marca dois abaixo, olhe que não, menina, olhe que não.
Isso e ver-me no espelho comunitário, quando fico desfasada da maralha toda na aula de zumba onde apareço uma vez por mês. Assim tive uma epifania, daquelas que não motivam nada, bem pelo contrário – estou a precisar de fechar bem as calças outra vez e de poder dobrar o joelho sem fazer garrote.

E agora a má notícia – as dietas são todas uma treta.

(o horror, a tragédia)
Isso mesmo, sem medos nem pudores – uma treta. E não sou eu, pobre comum, quem o diz – são científicos que estudam a matéria, biólogos e nutricionistas independentes* que têm acesso a estudos controlados que habitualmente não chegam ao conhecimento geral e que não interessam nada à lucrativa economia dietética.

E o que diz a ciência?
Esperem que já lá vamos (não esperam tudo de bandeja no 1º parágrafo, pois não? 😉 )

As dietas funcionam todas mais ou menos da mesma forma:

Fase 1Restrição. Umas poucas semanas (cerca de 2) com:

  • corte total de hidratos de carbono
  • muita proteína (carne branca, fiambre magro, queijo fresco magro, ovos de galinha ou codorniz, peixe sem gordura, etc)
  • bastantes verduras/legumes e algumas frutas lá de uma lista xpto com mais ou menos alimentos proscritos (banana, cenoura, e por aí fora)
  • quase sem gordura, jamais em tempo algum gordura não vegetal poli insaturada

A Montignac tem a particularidade de dissociar a gordura dos hidratos e das proteínas e de se poder comer queijos à fartazana, eh eh.

Depois dessa fase em que ou se come a cada 2/3h (as gelatinas horríveis ou certos frutos secos ou as bolachinhas transgénicas de milho ou…) ou se fica uma eternidade sem comer para iniciarmos o processo de cetose (que dá um hálito do caraças), chegamos à:

Fase 2 – Reintrodução de alimentos, bem devagarinho (depende de cada pessoa).

Aqui só entram os “bons” hidratos (quinoas, arroz integral, batata doce, and so on and so on) e em doses espartanas.

E chegada esta altura estamos esbeltas e felizes da vida! Vitória vitória acabou-se a história ❤ ❤ ❤

(…)

Fazer dieta é como as histórias que acabam com o casaram e viveram felizes para sempre – o camandro que viveram, que isto de se estar em casal é um desafio diário e a dieta também.

Assim de cor, quantas pessoas conhecem que passaram por estes processos e voltaram ao que eram? Eu conto resmas. Serviu de alguma coisa? Sim, uns tempos. E depois? Depois voltaram ao que estavam, se não mais ainda.

Qual a alternativa?!emaegrecer-mgz

Minha gente, é só uma – passar por baixo do radar para não fazer disparar os alarmes do corpo.
E como se faz isto?
Com tempo, paciência, e ir tirando uma coisinha de nada, semana após semana.

Um paralelo. Imaginem que querem roubar alguém. Têm duas estratégias:

  1. Chegam à grande, artilhados até ao dentes e trazem toda a fortuna de uma só vez
  2. Arranjam um esquema discreto e dia após dia gamam uns míseros cêntimos, até arrecadar uma bela soma, discreta e lentamente

Em qual dos dois métodos têm mais hipóteses de não ser apanhados?

Com o corpinho é isto tal qual. O homo sapiens sapiens está feito para viver em situações diversas e extremas. Milhares de anos de evolução fizeram com que fossemos capazes de armazenar para mais tarde, em caso de falta. Pois cada vez que fazemos uma dieta disparamos todos os alarmes biológicos que colocam o corpo em alerta. É certo, perdemos peso, mas e quando não ficamos estóicos a vida toda? Pumba, regressam os que lá estiveram e trazem amigos…
A ciência explica que aquilo que há a fazer é usar a cabeça para enganar a cabeça. E temos de fazer com o que temos. Não vale a pena dificultar horrores a vida para ter as algas do outro lado do mundo ou as sementes milagrosas da floresta sub tropical da Oceania 😉

Posta a explicação versão ultra simples (emissão de rádio que explica tudo em francês aqui a partir dos 17’30”), passo à prática.

Se quiserem saber qual o vosso peso ideal, sugiro um site também francês. Nele é levado em linha de conta a estrutura óssea, pesos que tiveram no passado, nº de gravidezes… Está aqui no site da revista Elle.

 

Como pretendo eu perder os 5kg?

Começo por admitir que sou uma abençoada pela genética e apesar de ter engordado 18 (sim, de-zoi-to) quilos em cada uma das gravidezes, voltei ao peso inicial, que se tem mantido mais ou menos estável.
Em abono da verdade faço zero esforço para ficar elegante e ninguém me demove da ideia de que as embalagens de chocolate de 300gr da Milka passam logo de prazo mal as abro e por isso ofereço 5 quadradinhos e como os restantes sozinha numa tarde. Esta sou eu. Apesar disso visto um 40, não é mau.
Mas agora o 40 dá para esporadicamente me perguntarem (já vamos em duas vezes) se estou grávida outra vez… Grrrr. Se relaxo os hipopressivos então é o descalabro.

Por isso vou pôr mãos à obra e retomar a disciplina que aplico semana sim semana não, para ser semana sim sim sim.

O que tenciono comer?

Pequeno almoço – trocar a baguete inteira com manteiga pela mixórdia de flocos de aveia marinados em leite com café/cacau/canela e sementes de chia para me sentir saciada (variantes desta receita aqui no Pinterest). Ou meia baguete e a outra meia ao lanche.

Entre as refeições – bananas ou outras peças de fruta que tenha em casa ou no trabalho, eventualmente com frutos secos. Estou a ponderar as tais bolachas transgénicas de milho ou de arroz ou ovos cozidos ou cenouras cruas, assim só para dar ao dente. Sugestões?!

Almoço e jantarcomer como é hábito mas alternando as proporções – atacar forte e feio nas verduras e proteína e comer menos hidratos. Por ex. ontem jantei arroz integral com tomates secos (embalados em óleo de girassol), um ovo cozido e uma gigantesca salada de alface e agrião, temperada à maneira. Era tanta a salada que nem via o arroz e fiquei saciada. Já hoje comi puré de batata, foi o possível e não vou fazer comida diferente do resto da famelga.

Restrições – cortar os bolos e o crumble de maçãs e os croissants caseiros recheados e o chocolate (é a parte mais difícil, de longe!). Nunca bebo refrigerantes nem açúcar nas bebidas quentes nem iogurtes com aromas nem sumos nem nada, essa parte é fácil. Mas as ânsias de doces existem e espero que diminuam, já que está igualmente provado que o açúcar é uma droga e que cria habituação… Os hidratos ingeridos após as 17h têm fracas hipóteses de ser digeridos (a menos que façamos desporto ao entardecer, claro está), por isso são de evitar.

Espero que o meu organismo não fique em modo alerta, sobretudo porque não tenciono reduzir drasticamente as quantidades 🙂

Alguém alinha comigo para #emãegrecer com juízo?

Comentários e sugestões são bem-vindos!
*e críticas também, com imparcialidade e idoneidade dos contra argumentos

melro

PS – este artigo é uma opinião pessoal baseada em noções científicas cujo crédito está acima mencionado. Cada caso é um caso e há casos que têm de ser seguidos por médicos e porventura endocrinologistas. O que é reduzir para uns pode ser demasiado para outros, por isso é preciso (sempre!) bom senso e estar atento ao próprio corpo…

Actualização e palavra do ano

Feliz ano de 2017!

anna-parini

O final do ano é como se prevê – agitado, numa correria, com antibióticos, algumas frustrações e outras quantas consolações, papo cheio e muitas horas de pijama em casa 😉

Não escrevi nada. Aliás, sobre o final do ano e o pensamento mágico de que uma nova contagem a partir do 1 de Janeiro faz milagres, já muito escrevi aqui. Gosto especialmente do artigo que explica como podemos fazer com que as boas intenções se realizem e não encham o Inferno… Continuar lendo Actualização e palavra do ano

As histórias fundadoras | Serge Bloch

Tenho uma grande fraqueza pela ilustração, talvez por nunca ter enveredado profissionalmente por essa área. Mas sigo o que se vai fazendo, nomeadamente através do Pinterest.

Em Lisboa há a Ilustrarte, exposição dedicada exclusivamente à ilustração actual. Foi na última edição, no Verão, que descobri estas histórias fundadoras ilustradas e animadas por Serge Bloch.

Para quem não conhece, Serge Bloch é um ilustrador francês que tem um estilo muito depurado e um aguçado sentido de humor. Brinca muitas vezes com objectos do quotidiano e podem facilmente descarregar uns stickers dele no Facebook, numa associação com a marca de roupa Petit Bateau.

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Consumo responsável | cosmética e toilette

Uma boa forma de rever e reflectir sobre o nosso consumo é começar pelo que colocamos na nossa pele.
Se vamos agarrar o boi pelos cornos, ao menos podemos começar por uma parte mais… macia 😉

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Consumo responsável e desperdício (quase) zero

Acabei agora mesmo de ver o filme documentário Before the flood, de Leonardo Di Caprio, e os factos são assustadores, o que se está a passar no planeta Terra, a nossa casa comum, devia fazer-nos reflectir e tomar posição.

O filme, aqui legendado em português, termina com uma nota de esperança que repousa na nossa própria postura, passiva ou proactiva. Interpela-nos a termos um consumo responsável, do nosso estilo de vida, do que comemos, do tipo de energia que consumimos.

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