Das contradições (e das pequenas coisas)

Na página de Facebook da Mãegazine acabei de partilhar uma imagem de uma página intitulada Becoming Unbusy. A tirada é esta e diz que no fim da linha não nos lamentaremos do tempo a mais despendido com os filhos.

A primeira contradição é que se há quem fique contente de despachar filhos para avós sou eu e já estou a esfregar as mãos agora com a Páscoa (eheh). E depois fica-me muito bem partilhar uma imagem destas… Mas essa contradição é humana e até tem graça. E eu sou o perfeito peixe que mordeu o isco.

Como assim?

Fui procurar quando surgiu a página Becoming Unbusy no Facebook. Como já não existe a barra do tempo, toca a ir sempre para baixo, e para baixo, e para baixo, e para abaixo e… cheguei ao final do mês de Março. Oi?! A página não se chama Becoming Unbusy?! Oi?! Há quilos de publicações por dia em torno da temática da simplicidade!

Para quem não sabe, gerir uma página de Facebook que se quer sempre a crescer e sem pagar publicidade exige MUITO tempo: a procurar conteúdos na net; a escrever textinhos apelativos para atrair os cliques; a criar as imagens com as citações com potencial viral; escrever ou procurar as tais citações com potencial; agendar a publicação desses conteúdos todos para não se encavalitarem; responder aos comentários; avaliar as horas/dias/tipo de conteúdo que tem sucesso, enfim, é um trabalho a tempo inteiro e existe e é remunerado.

O que achei piada é o facto de uma página que apregoa Becoming Unbusy, deliberadamente procurarmos a simplicidade e o retirar coisas da nossa vida e blá blá blá, ter uma atitude tão agressiva e profissional de crescimento online, tão busy justamente 😉

Ainda me dei ao trabalho de ver o site e a conta de Pinterest da autora e descobri que tinha mais de um milhão de seguidores e quase tantas pastas distintas de temáticas de Pinterest…

 

E pus-me a pensar na contradição disto tudo: navegamos nas redes sociais para tropeçarmos em tiradas preparadas por profissionais de marketing digital de que o que é bom é… estar fora das redes sociais. 

 

Nesta época que vivemos, partilhamos filminhos e imagens de simplicidade e empatia e conexão e idas para a natureza e por aí fora e depois não levantamos o rabo da cadeira ou os olhos do ecrã.

A verdade verdadinha é que é por essa contradição e por ter vontade de ser coerente que só aqui escrevo quando calha, ao contrário de retomar uma actividade blogueira mais intensa, como começou por ser (e que potencial teria!).

A verdade verdadinha é que combinei com uma amiga que cortávamos no açúcar 6 dias por semana e ao fim de mais de um mês (e algumas bastantes descaídas) quase não noto diferença nenhuma na balança ou nas calças, mas ela recordou-me que o que importa não é forçosamente visível – estamos a cortar um vício e isso é que conta.

A verdade verdadinha é que ser coerente e evitar ao máximo o plástico descartável faz com que quase nunca possa comer sequer uma salada de fruta ou maçã assada no trabalho e que beba o café quase sempre sem companhia.

A verdade verdadinha é que ter de preparar iogurtes caseiros (que não sei bem como vão azedando no processo) e o pequeno almoço maravilha de véspera dá trabalho, mas dá ainda mais gozo não ter cereais processados em casa e conseguir sobreviver a isso.

A verdade verdadinha é que não tenho quase fotos nenhumas (de jeito) dos putos, mas vou coleccionando umas pinturas jeitosas que vamos fazendo ao fim de semana com uma caixa de aguarelas.

A verdade verdadinha é que não faço nada Montessori ou Waldorf de forma estruturada, mas ponho-os todos a sacar folhas de agriões, de grelos e de espinafres, que depois comem como gente crescida, antes de ficarem hipnotizados com uns quantos contos de fadas lidos à luz de uma lanterna com velas. E tenho a certeza que isso vai marcar a sua infância.

A verdade verdadinha é que não podemos viver sempre numa contradição e temos de decidir se queremos ficar a consumir tiradas em ecrãs que nos dão a ilusão de uma vida inspirada e mais simples, ou se saímos *efectivamente* da nossa zona de conforto e arregaçamos as mangas para pequenas pequeníssimas coisas cujo resultado é pouco ou nada palpável, glamouroso… ou sequer simples 😜

Na Mãegazine apregoo menos do que me esforço por fazer, mas não desdenho totalmente as redes sociais, por isso estou no Facebook e Pinterest (e noutras mas sem estar), para além de estar aqui, claro! Subscrições são sempre bem-vindas 😀

 

 

Do privilégio

Há uns largos dias publiquei na página de Facebook da Mãegazine uma pequena banda desenhada que explicava o que era o privilégio. A BD é esta:

Podemos perceber que, na prática, os diferentes pontos de partida na vida são bem diferentes, o que acaba por condicionar em boa medida o que acontece no desenrolar da mesma.

Hoje ouvi uma emissão de rádio onde uma actriz era entrevistada. Mas a actriz não era uma actriz “normal”, na medida em que não era profissional nem tinha estudado em nenhuma escola de teatro. A actriz é uma empregada da limpeza que faz hora e meia de espectáculo em duo. Foi “descoberta” por um autor que trabalhou com ela e não há qualquer distância entre a mulher e a personagem – são a mesma.

Corinne Dadat tem 55 anos, 4 filhos, um deles a viver na França Ultramarina, e diz que deixou de cumprimentar as pessoas com um bom dia depois de muitas, muitas, muitas vezes o ter feito sem ter ouvido resposta. Diz que as mulheres da limpeza são invisíveis, não apenas por muitas vezes trabalham antes dos patrões entrarem em casa e não se cruzarem. Acumula vários trabalhos, entre o trabalho fixo – limpar um grande liceu – e algumas casas particulares.

Alguns dos professores foram assistir ao seu espectáculo, que vai subir ao palco de um dos maiores teatros parisienses, o Thêàtre de la Colline. Depois de a verem em cena passaram a cumprimentá-la, e até a tratam pelo nome.

Corinne Dadat vai em digressão ao estrangeiro, mas está fora do seu alcance pagar uma viagem à terra onde está o seu filho mais velho. Uma outra filha trabalha nas limpezas, mas diz que é temporário, enquanto se prepara para concursos para certas escolas. Outro filho trabalha numa pizzaria de entregas ao domicílio.

Corinne diz que isto durará o tempo que durar, mas já ganhou o suficiente para comprar um táctil (smartphone) que lhe permite matar a saudade do filho, visitando-o virtualmente com o Whatsapp. Conta que talvez tenha a visita de uma grande actriz de cinema numa das suas apresentações, mas que não se está a tornar numa estrela. E que é muito difícil envelhecer quando se faz um trabalho chato – como o seu.

 

Estamos tão habituados a determinadas compartimentações que nos parece estranho ouvir uma voz assim, com sotaque dos bairros pobres, em antena. E parece inusitado uma empregada da limpeza subir ao palco de um grande teatro – e é, é algo que rasga a convenção, o habitual, o que seria expectável.

Uma das empregadas do bar do meu trabalho, uma mulher de armas e com uma memória prodigiosa para números, desabafou alto com quem lá estava que este ano ainda a íamos ver num caixão: tem uma doença hereditária que se agrava muitíssimo com o stress. O stress advém, entre outros, de ter mais um ou dois trabalhos para além do trabalho de onde a conheço. Uma cliente comentou que se ganhasse bem onde estava, escusava de se desdobrar em trabalhos (e consequentemente aumentaria a sua saúde). É fácil falarmos quando estamos numa situação privilegiada, como é claramente a da cliente que o proferiu. Fiquei a pensar no assunto e no abismo que separa estas duas mulheres – a empregada e a cliente.

Li este artigo que se auto intitula de defesa de uma vida medíocre. A autora defende uma vida medíocre mediana, em que temos ambição qb e aceitamos a vida que temos, com um corpo mediano e não espectacular, com um trabalho com impacto local e não mundial, um ritmo de vida mais lento e menos “MAIS, MAIS, MAIS”, sendo esse MAIS a produtividade, a casa imaculada, a comida sempre saudável, uma atitude materna sempre disponível.
O artigo termina com “What if I embrace my limitations and stop railing against them? Make peace with who I am and what I need and honor your right to do the same. Accept that all I want is a small, slow, simple life. A mediocre life. A beautiful, quiet, gentle life. I think it is enough.”

 

Li este artigo e cruzei com o diálogo que assisti e a história que ouvi na rádio.
E fiquei a pensar como somos uns privilegiados e boa parte do tempo nem temos noção disso.

Vamos #emãegrecer com cabeça?

É oficial – estou a precisar de perder 5kg. É uma mer chatice, mas é verdade.

E tenho uma pequena suspeita de que não estou sozinha.

Não sei como é com as outras pessoas, mas entre Setembro e agora, meio de Fevereiro, engordei 5kg. Entre as festas, o Natal e passagem de ano; alguns aniversários e respectivos bolos e tão somente seguir a minha natureza (enfardadeira), comi como gente crescida e sem medo do amanhã.

Pois o amanhã chegou agora numa consulta médica em que vi +6 do que devia. Dei de barato 2 extra, é da roupa, sabe que lá em casa marca dois abaixo, olhe que não, menina, olhe que não.
Isso e ver-me no espelho comunitário, quando fico desfasada da maralha toda na aula de zumba onde apareço uma vez por mês. Assim tive uma epifania, daquelas que não motivam nada, bem pelo contrário – estou a precisar de fechar bem as calças outra vez e de poder dobrar o joelho sem fazer garrote.

E agora a má notícia – as dietas são todas uma treta.

(o horror, a tragédia)
Isso mesmo, sem medos nem pudores – uma treta. E não sou eu, pobre comum, quem o diz – são científicos que estudam a matéria, biólogos e nutricionistas independentes* que têm acesso a estudos controlados que habitualmente não chegam ao conhecimento geral e que não interessam nada à lucrativa economia dietética.

E o que diz a ciência?
Esperem que já lá vamos (não esperam tudo de bandeja no 1º parágrafo, pois não? 😉 )

As dietas funcionam todas mais ou menos da mesma forma:

Fase 1Restrição. Umas poucas semanas (cerca de 2) com:

  • corte total de hidratos de carbono
  • muita proteína (carne branca, fiambre magro, queijo fresco magro, ovos de galinha ou codorniz, peixe sem gordura, etc)
  • bastantes verduras/legumes e algumas frutas lá de uma lista xpto com mais ou menos alimentos proscritos (banana, cenoura, e por aí fora)
  • quase sem gordura, jamais em tempo algum gordura não vegetal poli insaturada

A Montignac tem a particularidade de dissociar a gordura dos hidratos e das proteínas e de se poder comer queijos à fartazana, eh eh.

Depois dessa fase em que ou se come a cada 2/3h (as gelatinas horríveis ou certos frutos secos ou as bolachinhas transgénicas de milho ou…) ou se fica uma eternidade sem comer para iniciarmos o processo de cetose (que dá um hálito do caraças), chegamos à:

Fase 2 – Reintrodução de alimentos, bem devagarinho (depende de cada pessoa).

Aqui só entram os “bons” hidratos (quinoas, arroz integral, batata doce, and so on and so on) e em doses espartanas.

E chegada esta altura estamos esbeltas e felizes da vida! Vitória vitória acabou-se a história ❤ ❤ ❤

(…)

Fazer dieta é como as histórias que acabam com o casaram e viveram felizes para sempre – o camandro que viveram, que isto de se estar em casal é um desafio diário e a dieta também.

Assim de cor, quantas pessoas conhecem que passaram por estes processos e voltaram ao que eram? Eu conto resmas. Serviu de alguma coisa? Sim, uns tempos. E depois? Depois voltaram ao que estavam, se não mais ainda.

Qual a alternativa?!emaegrecer-mgz

Minha gente, é só uma – passar por baixo do radar para não fazer disparar os alarmes do corpo.
E como se faz isto?
Com tempo, paciência, e ir tirando uma coisinha de nada, semana após semana.

Um paralelo. Imaginem que querem roubar alguém. Têm duas estratégias:

  1. Chegam à grande, artilhados até ao dentes e trazem toda a fortuna de uma só vez
  2. Arranjam um esquema discreto e dia após dia gamam uns míseros cêntimos, até arrecadar uma bela soma, discreta e lentamente

Em qual dos dois métodos têm mais hipóteses de não ser apanhados?

Com o corpinho é isto tal qual. O homo sapiens sapiens está feito para viver em situações diversas e extremas. Milhares de anos de evolução fizeram com que fossemos capazes de armazenar para mais tarde, em caso de falta. Pois cada vez que fazemos uma dieta disparamos todos os alarmes biológicos que colocam o corpo em alerta. É certo, perdemos peso, mas e quando não ficamos estóicos a vida toda? Pumba, regressam os que lá estiveram e trazem amigos…
A ciência explica que aquilo que há a fazer é usar a cabeça para enganar a cabeça. E temos de fazer com o que temos. Não vale a pena dificultar horrores a vida para ter as algas do outro lado do mundo ou as sementes milagrosas da floresta sub tropical da Oceania 😉

Posta a explicação versão ultra simples (emissão de rádio que explica tudo em francês aqui a partir dos 17’30”), passo à prática.

Se quiserem saber qual o vosso peso ideal, sugiro um site também francês. Nele é levado em linha de conta a estrutura óssea, pesos que tiveram no passado, nº de gravidezes… Está aqui no site da revista Elle.

 

Como pretendo eu perder os 5kg?

Começo por admitir que sou uma abençoada pela genética e apesar de ter engordado 18 (sim, de-zoi-to) quilos em cada uma das gravidezes, voltei ao peso inicial, que se tem mantido mais ou menos estável.
Em abono da verdade faço zero esforço para ficar elegante e ninguém me demove da ideia de que as embalagens de chocolate de 300gr da Milka passam logo de prazo mal as abro e por isso ofereço 5 quadradinhos e como os restantes sozinha numa tarde. Esta sou eu. Apesar disso visto um 40, não é mau.
Mas agora o 40 dá para esporadicamente me perguntarem (já vamos em duas vezes) se estou grávida outra vez… Grrrr. Se relaxo os hipopressivos então é o descalabro.

Por isso vou pôr mãos à obra e retomar a disciplina que aplico semana sim semana não, para ser semana sim sim sim.

O que tenciono comer?

Pequeno almoço – trocar a baguete inteira com manteiga pela mixórdia de flocos de aveia marinados em leite com café/cacau/canela e sementes de chia para me sentir saciada (variantes desta receita aqui no Pinterest). Ou meia baguete e a outra meia ao lanche.

Entre as refeições – bananas ou outras peças de fruta que tenha em casa ou no trabalho, eventualmente com frutos secos. Estou a ponderar as tais bolachas transgénicas de milho ou de arroz ou ovos cozidos ou cenouras cruas, assim só para dar ao dente. Sugestões?!

Almoço e jantarcomer como é hábito mas alternando as proporções – atacar forte e feio nas verduras e proteína e comer menos hidratos. Por ex. ontem jantei arroz integral com tomates secos (embalados em óleo de girassol), um ovo cozido e uma gigantesca salada de alface e agrião, temperada à maneira. Era tanta a salada que nem via o arroz e fiquei saciada. Já hoje comi puré de batata, foi o possível e não vou fazer comida diferente do resto da famelga.

Restrições – cortar os bolos e o crumble de maçãs e os croissants caseiros recheados e o chocolate (é a parte mais difícil, de longe!). Nunca bebo refrigerantes nem açúcar nas bebidas quentes nem iogurtes com aromas nem sumos nem nada, essa parte é fácil. Mas as ânsias de doces existem e espero que diminuam, já que está igualmente provado que o açúcar é uma droga e que cria habituação… Os hidratos ingeridos após as 17h têm fracas hipóteses de ser digeridos (a menos que façamos desporto ao entardecer, claro está), por isso são de evitar.

Espero que o meu organismo não fique em modo alerta, sobretudo porque não tenciono reduzir drasticamente as quantidades 🙂

Alguém alinha comigo para #emãegrecer com juízo?

Comentários e sugestões são bem-vindos!
*e críticas também, com imparcialidade e idoneidade dos contra argumentos

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PS – este artigo é uma opinião pessoal baseada em noções científicas cujo crédito está acima mencionado. Cada caso é um caso e há casos que têm de ser seguidos por médicos e porventura endocrinologistas. O que é reduzir para uns pode ser demasiado para outros, por isso é preciso (sempre!) bom senso e estar atento ao próprio corpo…

Carta ao meu pai

Querido pai,

Falta pouco para nos conhecermos: pode parecer uma eternidade, mas uma gravidez passa sempre depressa.

Enquanto contas os dias sei que não estás tão descansado como queres transparecer.
Passam-te milhares de coisas pela cabeça. E se as coisas não correm bem? E se eu não gostar do meu bebé? E se ele não gostar de mim? E se eu não souber educar bem? E se ninguém o convidar para as festas? E se a escola correr mal? E se…

Sabes que nem tu nem ninguém tem as respostas para esse e se… porque o caminho faz-se a caminhar e só quando as coisas acontecem é que podes responder com propriedade.

Mas há uma coisa que eu sei e essa coisa não está em nenhum motor de busca nem em nenhum livro: Continuar lendo Carta ao meu pai

Os cereais que salvaram os meus pequenos almoços

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Há os dotados para a cozinha e há os nabos que têm de se desembrulhar (abstive-me de escrever desenrascar porque a minha mãe não gosta…). Estou claramente na 2ª categoria.

Ter um robô ajuda enormidades, mas a cena do pequeno almoço saudável não estava a ser a minha praia… até descobrir a receita milagrosa que salva as minhas manhãs 😍 Continuar lendo Os cereais que salvaram os meus pequenos almoços

(outra vez) sobre balanços

Estou a repetir-me, bem sei, mas lá venho falar de balanços.

Há os clássicos, na passagem do ano (civil). Entre Dezembro e Janeiro há ali uma fase de fresh new start, página em branco que sabe muito bem. Falo disso aqui.

Depois há o novo ano lectivo, o arrumar as tralhas das férias e a rentrée – novo ano escolar, novo ciclo de trabalho, novo Outono e Inverno… Mais aqui.

E depois há os aniversários, nossos e da prole. Continuar lendo (outra vez) sobre balanços

São Valentim

Eu nem estava para escrever nada sobre isto, mas como estou toda virada para a criação de novos rituais e tradições familiares…

São Valentim é MESMO a meio do mês – e é hoje!!!

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Li dois artigos que valem bastante a pena. Continuar lendo São Valentim