Cinema na cidade

Bem-vindo mês de Setembro!


Mês do regresso à escola, das boas resoluções, o Janeiro do Outono. 😀

Sabe bem este reinício.
No topo das boas intenções vem tempo de qualidade em família e trago várias boas sugestões, de cinema!!!

Para quem vive em Lisboa, até dia 1 de Outubro, podem assistir a fantásticas sessões de cinema versão família.

O cinema Monumental (Saldanha) e a Medeia Filmes abrem as portas às famílias às 11h30. O bilhete adulto é 3€ e a criança paga 2€. 

 

E qual a programação?

Podem consultar toda a programação aqui (o ciclo começou a meio de Agosto), com hiperligações para os trailers.
Há vários filmes de cinema de animação, entre os quais a maravilhosa ovelha Choné, no dia 23 de Setembro (sou uma verdadeira groupie com t-shirts e tudo) 😊

 

Mas aqui entre nós, a revelação é mesmo ver no grande ecrã as verdadeiras jóias cinematográficas que são os filmes do genial Jacques Tati. Os filmes estão em versão original (francês), mas percebe-se tudo, porque tudo se passa no não dito 😉

A 16 de Setembro, pelas 11h30, é Dia de Festa (na Aldeia)!

 

E a 30 de Setembro, pelas 11h30, é dia de Tráfego 

Resumindo:

Sábados e domingos de Setembro, até dia 1 de Outubro de 2017, no Monumental em Lisboa, bilhetes a 2€ e 3€ (criança e adulto).

 

Bons filmes, boa rentrée 🎞👌

 

 

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Instagram ou a estetização da vida

Estava totalmente alheada ao Instagram até ver o seu (novo) logotipo estampado numa das faces dos sacos de plástico de um supermercado, isto aqui há uns meses, talvez um ano.

Ok, já sabia da sua existência e do seu crescente peso, isto de se acompanhar blogues norte-americanos dá para saber destas coisas um pouco antes de chegarem em força ao velho continente…

Sugeri começar e editar uma conta IG (carinhoso nick) no meu local de trabalho. Ei! Estamos onde as pessoas (e o mais novos) estão!
Para conhecer é preciso participar, para perceber os meandros, as abordagens, as linguagens, os emojis, as stories, as narrativas, os filtros, as desfocagens, as mensagens, os taganços e hashtaganços.

Seja.

Assim fiz.

Na minha conta pessoal, necessária para a gestão de contas profissionais, pus-me a seguir amigos, conhecidos, desconhecidos, celebridades, bloguistas, artistas, músicos, instituições, poucas marcas, quase nenhuma.
Nas incontáveis horas nocturnas a explorar este novo mundo visual (não esquecer que é a minha área de formação), fui-me apercebendo das diferentes formas de utilização: mais recatada, mais exibicionista, é só família, é tudo menos família, é a minha arte, é a minha digressão, é a minha cara laroca, é a minha leitura de Verão, é a minha actividade fora de casa, dentro de casa, é a minha refeição, é o meu turismo, é o meu staycation, é o meu carro, é o meu canário, é o meu cão (qualquer semelhança com a canção do Jobim é deliberada). Dos outros e minha, naturalmente.

Como li algures, nesta época pós crise do subprime, as experiências são uma moeda de troca, que nos enchem de prestígio e nos dão pontos sociais, e o Instagram, com as suas fotos quadradas (ou não), são o reino das experiências traduzidas em imagens, sem grande espaço para a reflexão.

As imagens evocam-nos mundos, realidades, em boa parte ficcionais, como expliquei neste artigo onde analiso (e fiquei toda contente por ter encontrado a chave de compreensão) o imaginário evocado por uma glamourosa cozinheira sino-francesa.

Acontece que posso fazer boas análises de imagem, mas não sou filósofa ou escritora (com pena minha), por isso recorro aos especialistas, como o meu sempiterno Tolentino Mendonça, que na edição de 4 de Agosto do jornal Expresso escreve o seguinte, num texto intitulado “O Verbo Fotografar”:

Talvez a saturação sem precedentes em que o mundo contemporâneo mergulhou, no que diz respeito à recolha e divulgação de imagens, nos tenha, paradoxalmente, tornado mais distantes do verbo fotografar.
Repetindo obsessivamente gestos que se diriam os mesmos de um fotógrafo e obtendo, em contínuo, imagens que ainda chamamos, à falta de outro nome, fotografias, poderíamos pensar que a nossa época assiste ao triunfo do homo photograficus.
Fotografar tornou-se um ato espontâneo, uma forma acelerada de comunicação, uma expressão inconsequente e divertida das nossas sociabilidades. Nesse sentido, deve reler-se o texto profético de Paul Valéry, escrito em 1982, com um título, porém, não isento de ironia, “A conquista da ubiquidade”.
Valéry vaticina que, tal como a água ou o gás da companhia chegam, sem esforço para nós, às nossas casas, chegará o dia em que nos alimentaremos de imagens, que nascerão e se apagarão automaticamente. Esse dia já chegou e vem servido em doses sobreabundantes, num caudal que nenhuma torneira é capaz de controlar.
Um texto recente da psicanalista Elsa Godart, “Faço selfies logo existo”, mostra bem o que está em jogo, de forma declarada ou latente, nesta enxurrada de imagens que quotidianamente nos submerge:
um desesperado desejo de ser, mesmo que não saibamos o quê; uma compulsiva vontade de saber que estivemos ali, naquela situação e naquele lugar, sobrepondo-se esse exibicionismo a qualquer outra partilha de razões ou de sentido. Recebemos e emitimos imagens que pretensamente ampliam, em rede, a realidade.

Mas a verdade é que o seu resultado, na maior parte das vezes, redunda num imenso empobrecimento comunicativo. Quando reduzimos o mundo a uma acumulação de imagens simplificadoras, as imagens simplificadoras susbituem-se ao mundo.

Talvez, também por isso, nos tenhamos distanciado do verbo fotografar e não falte quem classifique a nossa era como a da pós-fotografia. Mas naqueles que ativam este verbo com autenticidade encontramos um apelo que vai na direção contrária do imediatismo e da exposição: fotografar é, de forma radical, uma viagem interior; um ensaio contra a cegueira dos modos rotineiros do ver; uma tomada de consciência da vulnerabilidade do olhar e do que é olhado; uma ética (e, consequentemente, uma estética, um modo de vida, uma solidão, um amor, um destino). (…)

Eu adoro este homem e a forma singela e límpida como escreve as suas ideias, sempre certeiras. Tolentino analisa esta actual vida ilustrada por fotos e compara-a à verdadeira arte fotográfica, que nos toca, nos revela, longe do imediatismo e da simplificação.

Não diabolizo nenhuma rede social e aprecio – cada vez mais, diga-se – o IG. Mas, talvez fruto do meu mergulho em profundidade noites e noites a fio, sinto claramente a intoxicação que o Instagram e as suas belas imagens me provocam. Pela comparação e pelo desejo de gratificação que um mero ❤ depois de clicar 2x nos dá.

Vamos lá, ia reprovando em fotografia (com uma lente cujo diafragma não fechava e queimava todas as películas). Sou uma nódoa a fotografar, apesar de ter olho para a composição. Mas estou-me nas tintas para a técnica e aprecio todos os automatismos. Esse é o primeiro ponto – saio logo a perder pela falta de qualificação fotográfica. Adiante.

Não sou uma mãe fixe. Nem sequer sou fixe. Ou cool. Ou hot, for what matters. Como massa com legumes em pratos que já mereciam reforma, apesar dos esforços traduzidos por reforços da minha mãe. Raramente como fora de casa. Os meus putos andam em cuecas e fitas ninja na cabeça pela casa (talvez sejam mais fixes que a mãe), mas a minha conta é aberta e não os publico publicamente. Ando pelo bairro cheio de cocó na calçada sem árvores e pejado de prédios que precisavam de uma reabilitação. Raramente saio do eixo casa-escola-trabalho-escola-casa e tenho uma vida desinteressante para publicar.
E sinto-me uma nódoa ao lado das fabulosas mães de 3, ou 4, ou 5, ou 6 filhos, que amamentam em banheiras redondas, ensinam em casa em espaços magnificamente decorados, todos em madeira e chão pintado de branco, com quadros de pinturas Waldorf. Que exibem fabulosas madeixas californianas em fotos profissionais que têm sempre o mesmo filtro meio vintage, com roupas bohochapéus de palha. Que viajam que se fartam e apregoam o estado de graça em que vivem apesar – e graças à – numerosa prole. Que fazem ovos da Páscoa tingidos com plantas e recheados com cera de abelha que os transforma em velas pascais, ou que vão surfar numa praia paradisíaca (eu que demorei uns largos segundos a vir à tona este Verão) (mas não cheguei a ver o filme da minha vida a desfilar, vá).

A sério.

Se eu quiser ver blogues com produções fotográficas familiares, eu sei onde os vou procurar, mas os lifestylers ou influencers vêm ter à minha conta IG, quer queira quer não. É o algoritmo, burra!

São os amigos, as interacções, os cliques, os cookies. E é ver desfilar aquelas vidas fantásticas que me dão uma brutal sensação de desajustamento e insatisfação, como se estivesse não só a falhar redondamente, como se algo me passasse completamente ao lado – e eu nem sequer tenho hipóteses de lá chegar #youwish

A comparação não é, mas a inveja sim, é um pecado capital que nos corrói por dentro. Alimentadinho pelas gratificações que o nosso cérebro produz por cada interacção connosco, que almejamos crescer e ganhar influência, destacarmo-nos nesta torrente de wannabes. Queremos mesmo? É isso que nos valida como pessoas? O nº de seguidores? O nº de ❤ numa imagem? #tiroselfieslogoexisto?

Sou um poço de conflitos internos e não vivo no estado de Graça do (padre) Tolentino, que tem uma boa distância destas tentações telefónicas. Mas ter estado longe das apps durante largos dias fez-me aproveitar bem mais a vida, aquela que quero viver e da qual aqui falo, uma vida simples focada no essencial e não desperdiçada com distracções.

E sobretudo perceber que a vida a sério, não a vida vivida por interposta pessoa através de fotos fabulosas publicadas numa rede social, é caótica, barulhenta, poluída, frustrante, confusa, stressante, mas também pontuada por momentos mágicos, reflexões, epifanias, repletos de amor, mimos, gargalhadas, beijos e abraços. É tudo, o bom e o mau, não é apenas uma superfície lisa na qual o rugoso 3D não encaixa.

Não tenho sugestões, tenho contradições. Mas acho que vou deixar de seguir estes lifestyles que menorizam a percepção que tenho da minha própria vida – uma vida de privilégio, caramba! – para fazer as pazes com a minha realidade.

Alinham?

Esta temática não é uma novidade (andamos sempre em torno das nossas dificuldades, correcto?). Se interessar há mais sobre a imperfeição, sobre o mito das mães perfeitas, sobre as ficções encenadas no IG, sobre as redes sociais… é só procurar por aqui, pelo Facebook ou Pinterest. Até já!

 

Vida simples

Regressei de férias e estou já em modo de preparação da rentrée, o início de um novo grande ciclo. Esperam-me dias de limpeza, triagem, arrumação, organização, ou, como se diz em inglês, extreme declutter. #Mainada

Entre as coisas que comecei a triar, encontrei uns artigos da minha mentora Tsh Oxenreider que imprimi. Datam de 2010 e falam da vida simples.

E fiquei a pensar que entre 2010 e hoje, 2017, muito mudou na blogosfera, ou pelo menos essa é a percepção que tenho…

O que a Tsh (aka ex Simple mom) escrevia era como que uma epifania para mim, com os seus conceitos de redução (downsizing), estabelecimento de prioridades e foco no essencial, declutter (destralhar), produtos caseiros (DIY), organização e gestão de tempo aplicados à família e à vida familiar. Finalmente encontrava uma voz na internet que ia direitinho ao que me ia na alma e no coração e destoava taaanto dos blogues pseudo dedicados à família, que na prática são publicidade (cada vez menos) encapotada.

Tinha uma só criança e almejava uma vida simples… que não é o que acontece quando aparecem outras duas no horizonte, sobretudo no que diz respeito aos sonos (se é que me faço entender).

Entretanto com o nascimento da 3ª criança comecei o projecto Mãegazine, depois de andar por aqui desde 2009, projecto que cruza a ideia de vida simples com vida familiar e os desafios de lidar/gerir/sobreviver a isto de se ter um quarto de dúzia (esta expressão dá mais impacto, não dá?) de crianças – pequenas – em casa.

Certo é que aquelas sementes de vida simples foram germinando e evoluindo e, sim, dando alguns frutos também.

Encontro-me agora numa fase em que posso – finalmente!!! iuhuuuu!!! – começar a pensar em implementar algumas ideias, de forma prática e concreta, na minha vida (posso?). Vou tentar aplicar noções de gestão de tempo – profissional e familiar, com a boa utilização de uma agenda e todo o potencial da mesma; de ritmos ou rotinas que já por aqui apregoei mas confesso ter sido um bocado baldas na aplicação 😏

Antes de discriminar que medidas são essas (o que na prática é uma lista de boas resoluções versão Setembro 2017, o “verdadeiro” início do ano), acrescento que o grau de consciência que tenho do impacto da nossa pegada no mundo é também muito maior, sobretudo depois de passar dias numa praia de bandeira azul, sem cafés, onde o lixo e os plásticos descartáveis pululam no areal, uma tristeza. O facto de ter estado à míngua de internet durante duas semanas também ajudou a ter uma visão bem mais límpida sobre a vida…

Eis os passos que conto dar no sentido de uma vida mais simples:

 

Começo por definir o que se considera uma “vida simples”. No seu livro, a Tsh dá a seguinte definição:

Living holistically with your life’s purpose | Viver holisticamente com o seu propósito de vida

Holisticamente é porque todas as partes do nosso ser estão alinhadas no mesmo sentido – espiritual, relacional, emocional, intelectual, física e mesmo financeiramente. Quanto ao propósito de vida, ela tem a convicção que se deve criar um mission statement familiar, ou pessoal, que basicamente é uma frase ou curto texto que reúne o que consideramos essencial para a nossa vida. Para isso é preciso descortinar as prioridades:

1. Gestão de tempo e organização – Zoom out
  • Estabelecer as prioridades da vida. Para isso conto fazer (terminar) o curso Paddle Upstream, que tem uma parte gira de testes de personalidade e o diabo a sete. Mas na realidade não é preciso curso online ou offline nenhum, basta uns bons momentos connosco mesmos e reflectir no que queremos para a nossa vida. Uma boa ideia é pensar no fim (sim, na nossa morte) e definir o que gostaríamos de ter feito, olhando hipoteticamente para trás.
  • Cruzar essas prioridades com aquilo que efectivamente fazemos e onde gastamos o nosso tempo. Num livro li que temos 3 dádivas diárias, que nos são dadas de novo cada manhã: 1. dádiva do tempo; 2. dádiva da energia pessoal; 3. dádiva da escolha. A vida é contabilizada em anos, que são feitos de meses, semanas, dias e horas. A conclusão óbvia é que onde gastamos o tempo é onde gastamos a nossa vida (queremos mesmo gastá-la a jogar candy crush ou a desfilar fotos no Instagram?).
  • Escrever listas de coisas importantes e que queremos mesmo fazer. No meu caso, uma delas é gastar tempo a selecionar fotos de 2016 e mandá-las imprimir num livro de fotos. Falta-me esse ano (e o de 2017 que ainda não terminou) e nesta época de fotos efémeras e tiradas por dá-cá-aquela-palha, ter um registo impresso não tem valor.
  • Escrever na agenda os prazos para a realização, chega de procrastinação! É preciso ser-se muito intencional para não nos perdermos nas palermices que nos sugam a energia e o tempo todo. É o chamado fazer acontecer

 

2. Reflexão e estabelecimento de objectivos (com base nas prioridades)

Saúde

  • Incluo aqui tudo o que toca à alimentação e ecologia de um modo lato (e abrange a cozinha, casa de banho e respectivos produtos). Exemplo: quero reduzir ao máximo (ou será mínimo?) o consumo de produtos embalados em plástico, o que acaba por excluir os produtos processados. Isso implica ainda mais tempo na cozinha, ser ainda mais criteriosa nas compras, levar os meus próprios sacos de pano (não, não os fiz, são estes e comprei-os em Lisboa, na Miosótis), etc etc. Dá trabalho mas todos saímos a ganhar no que toca à saúde, para além de ficar de bem com a minha consciência
  • Desporto e actividade física. Fazer desporto? Como e quando? Que tipo de actividade? Dentro de um espaço (como um ginásio ou piscina) ou ao ar livre? Qual o material necessário? É preciso investir em algo ou já temos o que precisamos? Como articular esse desejo com a nossa vida concreta? É possível usar janelas de tempo (como quando esperamos que a criança termine a sua actividade)?

Trabalho

  • Incluo o trabalho remunerado e não remunerado, como por exemplo blogues/contas em redes sociais, voluntariado, etc. O que pretendemos fazer e onde queremos chegar? Qual a motivação e qual o objectivo? Há algo que possamos fazer para ficarmos financeiramente mais folgados? Em quê e onde podíamos apostar o nosso tempo e energia (isto exige muitíssimo foco!)? Vale a pena esse investimento ou não? Ou mesmo que não se reverta em aumento de receitas, vale a pena o investimento de tempo na actividade X ou Y (motivação intrínseca) ou é um desperdício de tempo a evitar?

Relacionamentos

  • Casal, filho(s), família, amigos – qual a regularidade com que gostaríamos de estar com eles? Como tornar isso possível? Que tal marcar na agenda o dia para ligar/almoçar/visitar/escrever uma carta? Como fazer para combinar saídas e ter tempo disponível para estar com quem nos é mais querido? Experimentar fazer listas de pessoas que queremos ver e ir tentando encaixá-las na nossa agenda

Crescimento pessoal

  • Espiritual e intelectual. Fazer meditação? Rezar? Participar num retiro? Ler/ouvir textos que nos preenchem interiormente? Visitar museus? Assistir a concertos? Ler mais livros? Que livros? Tomar nota das actividades/livros/saídas que gostaríamos de realizar e distribuir (de forma realista) na agenda, pensando bem qual o espaço do dia em que pode efectivamente acontecer (ex. ler depois de ter filho a dormir, o que implica não torrar pestanas a navegar em redes sociais no telefone…)

Lazer e consumo privado

  • Onde queremos gastar o tempo livre? O que nos move e nos apaixona? Fazer coisas com as mãos? Costuras, tricot, cozinha, desenho, pintura, música? Ou ler e conhecer o trabalho criativo de outrem chega? O que fazer aos fins de semana ou nos tempos livres em família? Quais os locais que gostaríamos de visitar? Que actividades? Custam dinheiro ou são gratuitas? Até onde estamos dispostos a gastar? Podemos poupar na alimentação levando de casa ou nem por isso? Listar as actividades e locais que nos interessam e começar a planeá-las, com tempo e intencionalidade e determinação

Finanças

  • As despesas estão alinhadas com os nossos interesses? As poupanças são suficientes para se consumir com alguma folga ou nem por isso? Como poupar o suficiente para um mês/trimestre/ano de despesas? Os gastos passados têm sido bem direccionados ou houve desperdício? Qual o nosso ponto fraco de consumo? Livros? Roupas? Cosméticos? Tabaco? Ginásios que não frequentamos? Há alternativas (bibliotecas públicas; 2a mão ou redução para maior qualidade e durabilidade; DIY ou menos mas melhor depois de uma bela triagem; deixar de fumar; cancelar assinatura ou mexer obrigado rabo e sair da zona de conforto)? Vale a pena ter uma agenda em papel para despesas, um ficheiro Excel ou uma aplicação no telefone (só vale se tiver efectivo uso…)? Ou o agendamento automático de poupança através do banco e a atribuição de uma mesada para gastos pessoais chega para manter uma boa saúde financeira?

3. Organização de tempo e gestão de prioridades – Zoom in

Com uma visão mais clara das prioridades que temos para a nossa vida (1) e tendo estabelecido os objectivos gerais que queremos (2), resta-nos agora dividir a coisa por etapas e as diversas acções necessárias para chegarmos onde queremos. Escolher prazos (deadlines) e marcar tudo na agenda.

Pensar a 5 anos, 3 anos e 1 ano. Dentro do ano, tomar nota do processo.

Exemplo – perder 5 kg num ano, com desporto e alimentação mais saudável.
Desporto – Natação, 2x/semana: 1.Reunir todo o material desportivo (fato de banho em condições, toalha, óculos, touca, mochila, etc.); 2. procurar uma boa piscina perto de casa; 3. fazer a inscrição e escolher os horários que mais se adequam; 4. levantar o rabo e ir nadar 2x/semana.
Alimentação – evitar produtos processados; cortar hidratos de carbono a partir das 17h; não repetir a comida e reduzir um pouco as doses; privilegiar frutas e cortar o mais possível no açúcar; abusar dos legumes.
Esperar que o corpo faça o seu trabalho 😉

Penso que este é um bom ponto de partida. Acima de tudo, creio que o mais importante, nos loucos tempos que vivemos, é saber colocar as distracções de lado. Para termos uma visão clara do que queremos para a nossa vida é essencial fazer silêncio primeiro. Os dias sem wi-fi e sem 3G foram cruciais e é muuuito difícil de manter essa distância da net quando se regressa… mas os ensinamentos que se tiram são valiosos!

Boas resoluções, boas aprendizagens!

PS – os artigos ao quais me refiro são este, este e este, todos em torno de redefining simple living

PS2 – Mãegazine está também no Facebook e em várias pastas todas catitas no Pinterest

Estilo francês tintim por tintim

Louca tem andado a vida e escasso o tempo e a disponibilidade. Pelo meio de todo este turbilhão, vou analisando e descobrindo redes sociais, cuja necessidade vou colocando em causa.

A propósito partilho uma conferência TED de um tipo que, sendo considerado millenial (nascido após 1982), está completamente fora de qualquer rede social e em 13 curtos minutos explica porquê. Está aqui a hiperligação.

Cada qual deve fazer um balanço dos pros e contras e perceber, afinal, para que serve *efectivamente* estar aqui ou ali…

Pelo que me diz respeito, continuo particularmente fã do Pinterest (e dizem as estatísticas que o mulherio dá cartas neste campo), pela utilidade que tem na minha vida.

É que há um antes e um depois do Pinterest, sim 😉 Continuar lendo Estilo francês tintim por tintim

Ficções (um artigo invejoso)

Ficções é o título de um dos meus livros favoritos, conjunto de contos do Jorge Luís Borges, mas isso não vem aqui para o caso.

Ficções foi o melhor título que eu encontrei para um artigo sobre a frustração que sentimos ao ver as redes sociais e a vida dos outros. Neste caso particular, a vida de uma cozinheira sino francesa mãe de 6 + 2 enteados + resmas e resmas de cães, a viver no sudoeste francês, na zona do Médoc (onde há um vinho bestial).

 

A sério. Se não a conhecem, não se dêem ao trabalho – ficam com vontade de cortar os pulsos. Não há nada que não seja perfeito: Continuar lendo Ficções (um artigo invejoso)

Auto-superação (e provas de aferição)

Não sei se é um exclusivo de mães de famílias numerosas (olá pessoal!), ou se vai de cada um, mas quando me pediram, numa festa dedicada ao Dia da Mãe, para definir a maternidade numa palavra, confesso que me veio à cabeça a palavra exaustão, mas achei que ficava um bocado foleiro naquele contexto

Entre Amor, Amoroso, Infinito e outras quantas dentro do mesmo estilo, soletrei ao mais crescido uma palavra para ele escrever, ocupada que estava entre o colo exigido pela criança de 16 kg e a de 27, qual delas puxa mais pela manga ou se pendura nas calças aos choradinhos. A palavra soletrada foi auto-superação.

brincadeira

Eu sei que é um bocado auto centrado, mas foi o mais honesto que pude pensar naquele instante. E fiquei com a impressão de que 1. ou as outras pessoas tapam o sol com a peneira para ficar bem na fotografia, ou 2. eu vivo mesmo numa realidade meio paralela (sendo que o meia nesta frase não serve para nada). Continuar lendo Auto-superação (e provas de aferição)

Slow Down (a canção)

E pronto, é isto:

(chorem despudoradamente, como eu faço sempre que vejo este vídeo…)
😭😭😭😭😭