Vamos #emãegrecer com cabeça?

É oficial – estou a precisar de perder 5kg. É uma mer chatice, mas é verdade.

E tenho uma pequena suspeita de que não estou sozinha.

Não sei como é com as outras pessoas, mas entre Setembro e agora, meio de Fevereiro, engordei 5kg. Entre as festas, o Natal e passagem de ano; alguns aniversários e respectivos bolos e tão somente seguir a minha natureza (enfardadeira), comi como gente crescida e sem medo do amanhã.

Pois o amanhã chegou agora numa consulta médica em que vi +6 do que devia. Dei de barato 2 extra, é da roupa, sabe que lá em casa marca dois abaixo, olhe que não, menina, olhe que não.
Isso e ver-me no espelho comunitário, quando fico desfasada da maralha toda na aula de zumba onde apareço uma vez por mês. Assim tive uma epifania, daquelas que não motivam nada, bem pelo contrário – estou a precisar de fechar bem as calças outra vez e de poder dobrar o joelho sem fazer garrote.

E agora a má notícia – as dietas são todas uma treta.

(o horror, a tragédia)
Isso mesmo, sem medos nem pudores – uma treta. E não sou eu, pobre comum, quem o diz – são científicos que estudam a matéria, biólogos e nutricionistas independentes* que têm acesso a estudos controlados que habitualmente não chegam ao conhecimento geral e que não interessam nada à lucrativa economia dietética.

E o que diz a ciência?
Esperem que já lá vamos (não esperam tudo de bandeja no 1º parágrafo, pois não? 😉 )

As dietas funcionam todas mais ou menos da mesma forma:

Fase 1Restrição. Umas poucas semanas (cerca de 2) com:

  • corte total de hidratos de carbono
  • muita proteína (carne branca, fiambre magro, queijo fresco magro, ovos de galinha ou codorniz, peixe sem gordura, etc)
  • bastantes verduras/legumes e algumas frutas lá de uma lista xpto com mais ou menos alimentos proscritos (banana, cenoura, e por aí fora)
  • quase sem gordura, jamais em tempo algum gordura não vegetal poli insaturada

A Montignac tem a particularidade de dissociar a gordura dos hidratos e das proteínas e de se poder comer queijos à fartazana, eh eh.

Depois dessa fase em que ou se come a cada 2/3h (as gelatinas horríveis ou certos frutos secos ou as bolachinhas transgénicas de milho ou…) ou se fica uma eternidade sem comer para iniciarmos o processo de cetose (que dá um hálito do caraças), chegamos à:

Fase 2 – Reintrodução de alimentos, bem devagarinho (depende de cada pessoa).

Aqui só entram os “bons” hidratos (quinoas, arroz integral, batata doce, and so on and so on) e em doses espartanas.

E chegada esta altura estamos esbeltas e felizes da vida! Vitória vitória acabou-se a história ❤ ❤ ❤

(…)

Fazer dieta é como as histórias que acabam com o casaram e viveram felizes para sempre – o camandro que viveram, que isto de se estar em casal é um desafio diário e a dieta também.

Assim de cor, quantas pessoas conhecem que passaram por estes processos e voltaram ao que eram? Eu conto resmas. Serviu de alguma coisa? Sim, uns tempos. E depois? Depois voltaram ao que estavam, se não mais ainda.

Qual a alternativa?!emaegrecer-mgz

Minha gente, é só uma – passar por baixo do radar para não fazer disparar os alarmes do corpo.
E como se faz isto?
Com tempo, paciência, e ir tirando uma coisinha de nada, semana após semana.

Um paralelo. Imaginem que querem roubar alguém. Têm duas estratégias:

  1. Chegam à grande, artilhados até ao dentes e trazem toda a fortuna de uma só vez
  2. Arranjam um esquema discreto e dia após dia gamam uns míseros cêntimos, até arrecadar uma bela soma, discreta e lentamente

Em qual dos dois métodos têm mais hipóteses de não ser apanhados?

Com o corpinho é isto tal qual. O homo sapiens sapiens está feito para viver em situações diversas e extremas. Milhares de anos de evolução fizeram com que fossemos capazes de armazenar para mais tarde, em caso de falta. Pois cada vez que fazemos uma dieta disparamos todos os alarmes biológicos que colocam o corpo em alerta. É certo, perdemos peso, mas e quando não ficamos estóicos a vida toda? Pumba, regressam os que lá estiveram e trazem amigos…
A ciência explica que aquilo que há a fazer é usar a cabeça para enganar a cabeça. E temos de fazer com o que temos. Não vale a pena dificultar horrores a vida para ter as algas do outro lado do mundo ou as sementes milagrosas da floresta sub tropical da Oceania 😉

Posta a explicação versão ultra simples (emissão de rádio que explica tudo em francês aqui a partir dos 17’30”), passo à prática.

Se quiserem saber qual o vosso peso ideal, sugiro um site também francês. Nele é levado em linha de conta a estrutura óssea, pesos que tiveram no passado, nº de gravidezes… Está aqui no site da revista Elle.

 

Como pretendo eu perder os 5kg?

Começo por admitir que sou uma abençoada pela genética e apesar de ter engordado 18 (sim, de-zoi-to) quilos em cada uma das gravidezes, voltei ao peso inicial, que se tem mantido mais ou menos estável.
Em abono da verdade faço zero esforço para ficar elegante e ninguém me demove da ideia de que as embalagens de chocolate de 300gr da Milka passam logo de prazo mal as abro e por isso ofereço 5 quadradinhos e como os restantes sozinha numa tarde. Esta sou eu. Apesar disso visto um 40, não é mau.
Mas agora o 40 dá para esporadicamente me perguntarem (já vamos em duas vezes) se estou grávida outra vez… Grrrr. Se relaxo os hipopressivos então é o descalabro.

Por isso vou pôr mãos à obra e retomar a disciplina que aplico semana sim semana não, para ser semana sim sim sim.

O que tenciono comer?

Pequeno almoço – trocar a baguete inteira com manteiga pela mixórdia de flocos de aveia marinados em leite com café/cacau/canela e sementes de chia para me sentir saciada (variantes desta receita aqui no Pinterest). Ou meia baguete e a outra meia ao lanche.

Entre as refeições – bananas ou outras peças de fruta que tenha em casa ou no trabalho, eventualmente com frutos secos. Estou a ponderar as tais bolachas transgénicas de milho ou de arroz ou ovos cozidos ou cenouras cruas, assim só para dar ao dente. Sugestões?!

Almoço e jantarcomer como é hábito mas alternando as proporções – atacar forte e feio nas verduras e proteína e comer menos hidratos. Por ex. ontem jantei arroz integral com tomates secos (embalados em óleo de girassol), um ovo cozido e uma gigantesca salada de alface e agrião, temperada à maneira. Era tanta a salada que nem via o arroz e fiquei saciada. Já hoje comi puré de batata, foi o possível e não vou fazer comida diferente do resto da famelga.

Restrições – cortar os bolos e o crumble de maçãs e os croissants caseiros recheados e o chocolate (é a parte mais difícil, de longe!). Nunca bebo refrigerantes nem açúcar nas bebidas quentes nem iogurtes com aromas nem sumos nem nada, essa parte é fácil. Mas as ânsias de doces existem e espero que diminuam, já que está igualmente provado que o açúcar é uma droga e que cria habituação… Os hidratos ingeridos após as 17h têm fracas hipóteses de ser digeridos (a menos que façamos desporto ao entardecer, claro está), por isso são de evitar.

Espero que o meu organismo não fique em modo alerta, sobretudo porque não tenciono reduzir drasticamente as quantidades 🙂

Alguém alinha comigo para #emãegrecer com juízo?

Comentários e sugestões são bem-vindos!
*e críticas também, com imparcialidade e idoneidade dos contra argumentos

melro

PS – este artigo é uma opinião pessoal baseada em noções científicas cujo crédito está acima mencionado. Cada caso é um caso e há casos que têm de ser seguidos por médicos e porventura endocrinologistas. O que é reduzir para uns pode ser demasiado para outros, por isso é preciso (sempre!) bom senso e estar atento ao próprio corpo…

Carta ao meu pai

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Querido pai,

Falta pouco para nos conhecermos: pode parecer uma eternidade, mas uma gravidez passa sempre depressa.

Enquanto contas os dias sei que não estás tão descansado como queres transparecer.
Passam-te milhares de coisas pela cabeça. E se as coisas não correm bem? E se eu não gostar do meu bebé? E se ele não gostar de mim? E se eu não souber educar bem? E se ninguém o convidar para as festas? E se a escola correr mal? E se…

Sabes que nem tu nem ninguém tem as respostas para esse e se… porque o caminho faz-se a caminhar e só quando as coisas acontecem é que podes responder com propriedade.

Mas há uma coisa que eu sei e essa coisa não está em nenhum motor de busca nem em nenhum livro: Continuar lendo Carta ao meu pai

Os cereais que salvaram os meus pequenos almoços

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Há os dotados para a cozinha e há os nabos que têm de se desembrulhar (abstive-me de escrever desenrascar porque a minha mãe não gosta…). Estou claramente na 2ª categoria.

Ter um robô ajuda enormidades, mas a cena do pequeno almoço saudável não estava a ser a minha praia… até descobrir a receita milagrosa que salva as minhas manhãs 😍 Continuar lendo Os cereais que salvaram os meus pequenos almoços

(outra vez) sobre balanços

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Estou a repetir-me, bem sei, mas lá venho falar de balanços.

Há os clássicos, na passagem do ano (civil). Entre Dezembro e Janeiro há ali uma fase de fresh new start, página em branco que sabe muito bem. Falo disso aqui.

Depois há o novo ano lectivo, o arrumar as tralhas das férias e a rentrée – novo ano escolar, novo ciclo de trabalho, novo Outono e Inverno… Mais aqui.

E depois há os aniversários, nossos e da prole. Continuar lendo (outra vez) sobre balanços

São Valentim

Eu nem estava para escrever nada sobre isto, mas como estou toda virada para a criação de novos rituais e tradições familiares…

São Valentim é MESMO a meio do mês – e é hoje!!!

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Li dois artigos que valem bastante a pena. Continuar lendo São Valentim

Curta reflexão sobre as redes sociais e internet

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Sou – assumida e deliberadamente – cautelosa, céptica e apreensiva no que diz respeito às redes sociais em particular e à internet em geral.

Quando a tecnologia avança a um ritmo alucinante, ou vamos na corrente, ou fazemos alguma resistência (e ficamos contra a corrente de alguma forma). Estou entre os segundos.

Optei por Continuar lendo Curta reflexão sobre as redes sociais e internet

Fevereiro | tradições e celebrações

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Chegámos a Fevereiro.

Fevereiro não tem o ímpeto dos inícios, como Janeiro, nem a promessa da renovação de Março, com o Equinócio da Primavera.

Fevereiro é o mais curto dos meses e aquele em que já deitámos a toalha ao chão das nossas boas intenções para o Ano Novo (ou para lá caminhamos): fazer exercício de forma regular, comermos de forma mais saudável, encontrarmo-nos mais regularmente com aqueles de quem gostamos, estarmos menos stressados e mais presentes para os nossos, etc.

Depois da loucura das festas e do longo mês de Janeiro em que recuperamos do caos que o precedeu, chegamos a Fevereiro. Estamos em pleno Inverno, com as longas noites e os dias ainda curtos e que esperamos que passem depressa. Muito provavelmente é um mês sem nada de relevante, mas não tem de ser assim. Continuar lendo Fevereiro | tradições e celebrações