Auto-superação (e provas de aferição)

Não sei se é um exclusivo de mães de famílias numerosas (olá pessoal!), ou se vai de cada um, mas quando me pediram, numa festa dedicada ao Dia da Mãe, para definir a maternidade numa palavra, confesso que me veio à cabeça a palavra exaustão, mas achei que ficava um bocado foleiro naquele contexto

Entre Amor, Amoroso, Infinito e outras quantas dentro do mesmo estilo, soletrei ao mais crescido uma palavra para ele escrever, ocupada que estava entre o colo exigido pela criança de 16 kg e a de 27, qual delas puxa mais pela manga ou se pendura nas calças aos choradinhos. A palavra soletrada foi auto-superação.

brincadeira

Eu sei que é um bocado auto centrado, mas foi o mais honesto que pude pensar naquele instante. E fiquei com a impressão de que 1. ou as outras pessoas tapam o sol com a peneira para ficar bem na fotografia, ou 2. eu vivo mesmo numa realidade meio paralela (sendo que o meia nesta frase não serve para nada). Continuar lendo Auto-superação (e provas de aferição)

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B  A  BA do stress 

Sei, por experiência própria – por estudar, por ler, por analisar – que o stress é tramado. Para quem tem filhos, sobretudo pequenos, o stress pode ser mesmo brutal (e soltamos o animal facilmente). Escrevi sobre isso no artigo Vamos falar sobre o ‘burn out’ materno?

O stress é uma resposta biológica, primária, e serve para nos defendermos. Defendermos das ameaças externas, dos perigos.

Agora já não são as intempéries, a falta de comida para caçar ou colher ou as tribos rivais (ideias de quem não é antropóloga, ah ah), mas são a falta de estrutura familiar de apoio, as exigências laborais, o tempo passado no trânsito ou nos transportes, as inúmeras exigências da vida numa capital europeia, às quais se juntam as pequenas e acumulativas chatices de uma vida corriqueira e, last but not least, o desafio que é ter 3 miúdos com idades inferiores a 7, com carácter bem (bem) (mesmo bem) vincado…

O nosso cérebro responde de uma de 3 formas ao stress: ou atacamos, ou fugimos, ou congelamos.

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Pensamentos soltos de Verão 

 

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1. Há quem não tenha ideias para continuar blogues. Eu tenho as ideias, não tenho é o tempo – ou melhor, a disponibilidade para o fazer. A verdade é que Continuar lendo Pensamentos soltos de Verão 

Bebés – o filme

Bebés, de Thomas Balmès, é um documentário único. Acompanha 1 ano, o 1º ano de vida de 4 bebés: uma menina da Califórnia (EUA), uma menina do Japão, uma menina da Namíbia e um menino da Mongólia.

Tenho o DVD e o puto mais pequeno pegou nele. Os irmãos viram-no enquanto ele dormia a sesta. E eu, siderada, vi novamente o filme. Este é o trailer:

Tenho duas fortes sensações quando o vejo: Continuar lendo Bebés – o filme

Para um debate sobre a escola pública

debate mgzPreâmbulo

Por estes dias a escola pública em Portugal tem estado na mira da comunicação social e dos partidos em minoria parlamentar. O ministro do actual governo de coligação de esquerda tem dado (claríssimos!) sinais de que quer alterar o estado do ensino em Portugal. Oxalá que para (muito) melhor!

Sou forte defensora de um ensino de qualidade, universal e gratuito. A República assenta em determinados valores, e a educação é um dos pilares de uma nação. Merece por isso o maior respeito.

Muitos são os entendidos que falam da obsolescência do método de ensino, que se baseia no modelo da época da revolução industrial. Este vídeo, uma das conhecidíssimas apresentações TED, fala sobre isso de forma transparente. Continuar lendo Para um debate sobre a escola pública

1º Aniversário Mãegazine #bestof

Um ano de Mãegazine, iuhuuuuuuuuuuu!

Celebrando esta data redonda, em jeito de celebração, aqui ficam algumas sugestões de leituras, um best of cá do sítio:

Anne dessine la tete en vacances 1

Sobre a vida em geral

 Anne dessine la tete en vacances

Sobre a maternidade

Anne dessine le projet sans fin

Sobre a vida prática

 

Bem-hajam por acompanharem esta aventura que conta já 366 dias 🙂

melro

A maravilhosas ilustrações são todas da Anne Laval

 

 

Calar as vozes

O título deste artigo pode parecer um bocado estranho, mas é assim mesmo.

katie daisy norte

Um dos aspectos que distingue a nossa sociedade ocidental é, justamente, a liberdade de expressão, que como sabemos varia sempre de grau… De um modo genérico podemos dizer e escrever o que nos apetece e a internet, com as redes sociais e os espaços como este, veio permitir que qualquer um partilhasse a sua opinião, quer fosse, ou não, a isso chamado. Continuar lendo Calar as vozes