Ooops, I did it again…

Hum… Como começar um texto sobre (arrum, aclara a garganta) a incontinência urinária de esforço?

(Vantagens de ser escrever sob pseudónimo 😉 )

O melhor é ir directamente ao assunto: boa parte das mulheres sofre de incontinência urinária de esforço. Ponto final. Seja pela gravidez, pela idade ou pela gravidade, o nosso soalho pélvico sofre, perde tonicidade e acaba por não cumprir o seu dever.

Estou a falar de casos em que correr um pouco, rir às gargalhadas, tossir com força ou espirrar basta para perder umas gotas de urina. É uma chatice e decerto que muitas me compreenderão.

As mulheres multíparas (adjectivo fascinante usado para mulheres com mais de 1 filho), pelas gravidezes repetidas sofrem ainda mais deste problema, mas estudos apontam que atletas jovens e sem filhos também padecem deste mal!

Porque é que isto acontece?

O melhor é explicar um pouco da anatomia.
O útero, a bexiga e os intestinos são suportados por uns músculos de tipo parietal que, como diz o seu nome, têm como função suportar – são ‘paredes’ de sustentação.

Mas as paredes são apenas fibras musculares e a pressão é muita. O peso (e tamanho) do bebé e da placenta exigem muito destes músculos, que fazem o que podem… Acrescente-se os regulares cortes durante o parto – episiotomia – e temos o caldo entornado (literalmente).

O que fazer?

Não há alternativa senão reforçar e trabalhar estes músculos. Ou então colocar uma rede através de cirurgia, para os casos mais graves.

Começamos por não fazer exercício de impacto (como correr ou saltar à corda) pelo menos até terem passado 6 meses depois do parto. Esta é uma verdade incontornável no meio da fisioterapia. Os primeiros seis meses são cruciais para recuperar o soalho pélvico. É como se houvesse uma janela de oportunidade onde a recuperação é mais acelerada e eficaz e se desatamos a pressionar o soalho com corridas e saltos, basicamente estamos a agravar e não a reverter a situação.

Também estão excluídos os exercícios abdominais tais como os conhecemos – deitados no chão com barriga para cima e levantar o tronco. Porquê? Porque faz mais pressão e agrava a situação.

Então quais são afinal os exercícios que reforçam o soalho pélvico?

Pela minha parte só conheço dois tipos de exercício:

  1. exercícios de Kegel
  2. ginástica abdominal hipopressiva

Os exercícios de Kegel (que vão buscar o nome ao senhor que os ‘inventou’) consistem em ‘apertar’ a zona púbica, como quando seguramos a urina, e devem ser feitos com regularidade, um X número de vezes várias vezes ao dia.

ginástica abdominal hipopressiva (tem um nome pouco apelativo, bem sei) foi descoberta e desenvolvida ao longo das últimas décadas por um fisioterapeuta belga chamado Marcel Caufriez. Os benefícios são tantos e a tonicidade que se consegue a nível abdominal é de tal ordem que são considerados os abdominais do futuro, uma verdadeira revolução também a nível do fitness.

Como é que funciona?

Encontrei esta imagem em castelhano que explica a eficácia dos exercícios:

hipopressivos
Basicamente levanta-se o diafragma quando se esvazia os pulmões e se ‘inspira em apneia’, ou seja, quando se expande a caixa torácica sem ar nos pulmões. Assim descrito parece confuso, mas na realidade é bastante simples (o que não significa que seja fácil).

Este tipo de ‘respiração’ que faz subir o diafragma, ‘aspira’ ou puxa para cima as entranhas (bexiga, útero, intestinos), ao mesmo tempo que contrai os músculos parietais de forma reflexa.

(Uff, que complicação, pensam vocês, mas não é. Se quiserem vejam esta conferência em castelhano, onde está tudo explicadinho)

E assim se trabalham os músculos desta zona! Os benefícios são imensos e as contra indicações são poucas.

Posso dizer, por experiência pessoal, que fui muito aplicada e perdi 5 cm (sim, c-i-n-c-o) de perímetro na zona do umbigo em 2 semanas, a minha fisioterapeuta pode confirmá-lo. Estou longe de poder correr maratonas e espirrar imenso ao mesmo tempo (nem é coisa que me interesse), mas as diferenças são abissais.

Deixo aqui um pequeno vídeo ao estilo faz-tu-mesmo, para se perceber, mas é fortemente aconselhado procurar um profissional nesta área (em Portugal têm aqui contactos), que fará uma avaliação e plano personalizados.

No meu caso esta foi uma aposta seguindo o mãedamento nº1, e foi o melhor que fiz por mim, pela minha saúde e amor próprio. Pode ser que vos sirva de inspiração 🙂

ps – sou uma autêntica leiga nesta matéria e tudo o que escrevo segue a ‘óptica do utilizador ‘e do amador que se informou um pouco. se houver alguma incorrecção, por favor digam-me!

ps2 – não ganho absolutamente nada com a publicidade que aqui faço à ginástica hipopressiva. é genuinamente por acreditar – e verificar – que funciona que divulgo esta técnica de recuperação pós parto.

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2 comentários sobre “Ooops, I did it again…

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