Curta reflexão sobre as redes sociais e internet

anna parini
Sou – assumida e deliberadamente – cautelosa, céptica e apreensiva no que diz respeito às redes sociais em particular e à internet em geral.

Quando a tecnologia avança a um ritmo alucinante, ou vamos na corrente, ou fazemos alguma resistência (e ficamos contra a corrente de alguma forma). Estou entre os segundos.

Optei por dar um passado limpo de registo online aos meus filhos e por esse motivo não publico nada deles, nem aqui nem nas redes sociais. As minhas próprias fotos também escasseiam e isso não me incomoda nada, pelo contrário.

Já aqui partilhei um artigo que explica na perfeição as minhas resistências por isso não me vou repetir, mas li recentemente dois artigos que me fizeram ter mais a certeza de que tenho boas razões para ser desconfiada.

statler waldorf

Os dois artigos giram em torno do recém empossado presidente dos EUA e do como e porquê chegou ao mais alto cargo político da nação.

Um dos artigos fala de um 3º livro que desconheço, mas analisa duas grandes referências literárias futuristas (na altura) e que explicam em boa medida a sociedade em que vivemos: 1984 de George Orwell e Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley (livros em pdf traduzidos em português nos links assinalados).

O artigo explica que tememos muito a sociedade totalitária em que não temos acesso aos livros e à informação, que nos é negada, mas o que realmente está a acontecer é mais próximo da visão Huxleyana em que a verdade fica dissolvida num oceano de banalidades, que ninguém se está para chatear a ler livros e que tudo está bem se tivermos a dose diária de soma para nos deixar contentinhos (leia-se a dose diária de endorfinas que as redes sociais nos garantem).

Como se isto não fosse suficiente para nos fazer pensar, li um outro artigo que refere que tudo o que partilhamos na internet e nas redes sociais e nos mails e nos telefones, é completamente arquivado e usado em benefício de privados, depois de nos fazerem um perfil super preciso incluindo traços psicológicos, seja para vender melhor determinado produto (que demos pistas de que estaríamos interessados e por isso passaram a aparecer nos espaços publicitários todos disponíveis), seja para… nos convencer a votar em determinado candidato eleitoral.

Os artigos são extensos e em inglês, mas recomendo VIVAMENTE a leitura de ambos. Só não garanto que durmam descansados a seguir, mas é preciso abrir a pestana…

melro

PS – aprendi recentemente que para evitar as caches, o melhor é abrir o Facebook numa janela diferente (navegação privada ou noutro browser) da restante navegação na internet. Assim escusam de reunir ainda mais informação nossa…

PS II – fazendo de advogada do Diabo, podemos ler estes artigos como geradores de medo e de auto censura. Para o bem ou para o mal, o Facebook, as redes sociais e a internet (ainda) são espaços de liberdade, de partilha de opiniões e de artigos. Há que usá-los com cabeça e distância crítica.

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