Fazer o bem e ter a quem

Há dias encontrei isto no meu mural de Facebook

natal

A publicação é esta, data de Novembro de 2012 e é brasileira, como se percebe. Fiquei a pensar se o mesmo dá para fazer por lusas terras.


O que se passa com as vagas migrantes na Europa e as horrendas situações que se vivem com a chegada do frio, também me põem a pensar. A PAR, Plataforma de Ajuda aos Refugiados aceita donativos (e ajudas diversas), para ajudar estas pessoas.


No grupo de facebook (entretanto desactivado e que passou para esta página) dedicado às #familias_como_as_nossas, li um apelo escrito por Sandra Fonseca e que passo a transcrever “(…) trabalho num hospital pediátrico que está a solicitar aos amigos a oferta de peças de roupa para adolescentes. Muitas famílias que recorrem aos hospitais estão em situação económica difícil e as assistentes sociais procuram ter roupa e calçado para oferecer. Neste momento têm em falta roupa para jovens. Se das peças recolhidas para os refugiados houver roupa que não queiram enviar agora (por exemplo por ser de outra estação do ano) e puderem dispensar / encaminhar, pode ser uma boa solução para todos. Obrigada pela vossa atenção.
Tive ontem reunião com a coordenadora do Serviço Social, que hoje me deu a resposta sobre este projeto de apoio. As encomendas / entregas serão enviadas em meu nome, para facilitar a questão burocrática e eu farei a doação ao Hospital. Assim os envios serão para Sandra Fonseca – Receção do Hospital Pediátrico de Coimbra – Alameda Afonso Romão – Santo António dos Olivais – 3000-602 Coimbra. Por favor, coloquem o remetente, para eu registar as doações e aqui dar conta.Os bens mais necessários neste momento são:

  • Roupa / calçado para rapaz / rapariga com idade igual ou superior a 16 anos (a idade pediátrica passou para 18 anos e não há qualquer peça disponível para esta faixa etária).
  • Roupa / calçado para homem / mulher, sobretudo em tamanhos grandes (estas peças são para acompanhantes que vêm com crianças para internamento s/ planificação ou s/ dinheiro e que precisam de mudas de roupa.
  • Pijamas, roupa interior para crianças, jovens e adultos.
  • Roupa / calçado para criança (dos 0 aos 16 anos) também são bem vindos. Em caso de excedente serão também encaminhados para as maternidades, em coordenação com o Serviço Socia.
  • Brinquedos / jogos – por favor não enviar peluches ou bonecos em pano, que não podem ser utilizados no hospital.
  • A roupa / calçado / brinquedos distribuídos não são retomados pelo hospital, uma vez que na maioria das vezes são os chamados “casos sociais”.

Obrigada a todos, estou muito comovida e entusiasmada com as mensagens de apoio.”


Depois de ter andado a fazer uma bela triagem de roupa para criança, enviei umas quantas embalagens solidárias para uma instituição que escolhi entre as que estão disponíveis. Como não há informação online no site dos CTT, fotocopiei a caixa para poder fazer esta transcrição:

 (que estafa escrever e procurar os links!)

A vantagem das embalagens solidárias dos CTT, é que basta levarmos as coisas até um balcão, enchemos a caixa com o que quisermos, fechamos, colocamos uma cruz e não pagamos um cêntimo para que as coisas cheguem ao seu destino. E há dois tamanhos de caixas, média e grande (não sei qual o volume).

Actualização – afinal parece que há uma lista que discrimina os artigos necessários para cada instituição. É esta


Falaram-me de uma ONG chamada Eu e os meus irmãos. Este é o nome de uma reportagem do canal de TV SIC, da autoria de Cândida Pinto, que mostra um adolescente a tomar conta dos irmãos depois de terem ficado órfãos, os pais foram vítimas de SIDA. Três pessoas assistiram à reportagem e decidiram arregaçar as mangas e criar esta ONG que ajuda estes órfãos. Não estão institucionalizados, vivem no mato, no Moçambique profundo. Por 30€/mês é possível apadrinhar uma destas crianças até à sua maioridade, trocando também correspondência. É mesmo de um para um. Podem ver aqui – Eu e os meus irmãos, também no facebook.


Em Maio de 2008 fiz uma transferência para o KIVA, um organismo que trabalha com inúmeras ONG locais e que promove o micro crédito. Como funciona? Há pessoas que vivem em situações de pobreza e que querem melhorar as suas condições de vida – fazer obras em casa, comprar material para vender no seu pequeno comércio, investir em material têxtil para poder desenvolver o seu negócio, etc. Fazer um empréstimo “normal” é impossível, pelas taxas de juro upa upa. O micro crédito empresta-lhes pequenas quantias (de 175 a c.2000 dólares) sem juros, que vão pagando conforme as suas possibilidades, lentamente. Escolhemos quem queremos ajudar (lemos a sua ficha/vemos a foto) e emprestamos a partir de 25$ (múltiplos de 25$). Doamos, ou não, à KIVA para poder manter o seu trabalho de coordenação. No meu caso já fiz 25 empréstimos para pessoas de 12 países. Como não levantei, o dinheiro que transferi há 7 anos ainda está em circulação e ainda ajuda gente 😀 . Podem ver mais no site do KIVA.

E aqui ficam estas sugestões. 🙂

Atenção – Não pretendo – de forma alguma – ser exaustiva e não é essa a minha intenção. Quis apenas partilhar, e divulgar, algumas possibilidades que temos, mais ou menos próximas/directas/fáceis/económicas, de ajudar outros. 
Estão convidados a deixar as vossas próprias sugestões nos comentários a este artigo, que poderei acrescentar numa posterior actualização. Grata pela compreensão!
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2 comentários sobre “Fazer o bem e ter a quem

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