Bleu Blanc Rouge

Azul, branco e vermelho – eis as três cores da bandeira francesa.

Entre 5 e 28 de Março decorre a Festa da Francofonia em Portugal, um pouco por todo o país. Há inúmeros eventos associados, entre os quais o Goût de France/Good France, um evento gastronómico internacional, a 21 de Março. É uma boa forma de divulgar e promover a cultura francesa no nosso país, contrabalançando a Festa do Cinema Francês, que decorre pelos finais de Outubro.

É refrescante ter um início de Primavera associado a esta iniciativa!

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Coisas giras

procrastinate

Há tanto artigo interessante por aí, que não resisto a partilhar uns quantos:

  • Uma amiga gastroenterologista já me tinha dito – somos 10 vezes mais bacterianos do que humanos! Ou seja, temos 10 vezes mais bactérias do que células humanas. É incrível, não é? O problema é que com o nosso tipo de vida, sobretudo urbano, com comida processada e com detergentes anti bacterianos e afins, estamos a reduzir drasticamente não o número, mas sim a variedade bacteriana que temos. E isso pode ser dramático a médio e longo prazo, com o aumento de incidência de doenças (nomeadamente auto imunes). Curiosamente as mães têm à sua disposição duas formas de oferecer um largo leque de bactérias aos seus filhos – através de um parto vaginal e da amamentação. Se a cesariana é feita sobretudo por indicação médica em Portugal, no Brasil as estatísticas são obscenas… Vale por isso a pena espreitar este artigo intitulado Queridas bactérias, venham cá aos intestinos – Observador
  • Se por um lado no Brasil as cesarianas (ou cesáreas como lá chamam), são a norma, por outro têm medidas bem boas a ser aplicadas… à educação: acabou de ser aprovada lei que inclui o ensino de artes – teatro, dança, artes visuais e música – no ensino básico. A mudança e introdução das alterações terá lugar ao longo de 5 anos – Agência Senado
  • A versão nós por cá é o aumento para 55h horas semanais lectivas!!! O governo recentemente nomeado tem propostas novas, mas que vão no sentido diametralmente oposto ao que seria expectável e que seria um maior empenho e enfoque na educação pública, de qualidade e gratuita. A tão desejada boa articulação de tempo de trabalho/tempo de família é cada vez mais uma miragem… Várias são as pessoas que se insurgem, aqui deixo dois artigos, o do Diário de Notícias, com a opinião de Carlos Neto, e o do Público, com a opinião de Santana Carrilho – Escola a mais, pais a menos. Tristeza…
  • Uma das bloguistas que mais aprecio, a brasileira Bruna Gomes, tem dois artigos que valem muito a pena, para variar! Um é sobre a escola e modelos de ensino e o paralelismo que a autora encontra com… uma parede de escalada! Curiosos? É este. O outro artigo vai totalmente ao encontro da minha postura e pesquisa (como aliás comentei no site da Bruna) – Porque estimulamos demais as crianças? (mais sobre este assunto no Mãegazine daqui por uns tempos)
  • E não resisti à imagem que hoje ilustra as Coisas Giras! Ahahahahah!!! Serei só eu a rever-me nesta lista de atitudes? Gosto particularmente da 3, mas como a confusão chateia, passo ao 1, depois perco-me no 7, argumento com o 12 e termino no 2. Mas o que eu queria mesmo mesmo é o 4… 😄

 

Bom fim de semanaaaaaaaaa

O preço do descanso ao pequeno almoço

Dinara Mirtalipova

O preço do meu é 1,64€, um sumo e uma torrada.

Há tempos dava por mim a perguntar porque raio é que as pessoas tomavam o pequeno almoço na rua. Gasta-se mais dinheiro, muitas vezes é menos saudável, mas sobretudo sai caro. Afinal para quê?!

Agora que tenho três filhos, horários rígidos a cumprir ,tenho o péssimo hábito de tentar ficar na ronha o maior tempo possível e dou por mim a lutar diariamente para tentar arranjar-me enquanto uma criança brinca de pijama em vez de se vestir, fazer a cama e comer o pequeno almoço; outra atira coisas, bate com portas e entala dedos e outra ainda se recusa a calçar meias e reclama por mais leite nos cereais… – acho que descobri a razão.

Ao contrário da Maria (que para mal dos meus pecados logo me dá logo dez a zero com uma tirada do meu Tolentino), dou por mim a dizer bendito investimento de 1,64€ diários 😛

ilustração de Dinara Mirtalipova

melro

PS – Depois de ler os artigos tão zen da Maria até parece mal o que escrevi, mas cada família tem de encontrar o que melhor se adapta a si e à fase que atravessa. Daqui a uns tempos talvez consiga introduzir a noção de lentidão matinal e comunhão familiar ao pequeno almoço. Por agora é só garantir que ninguém se atrasa…

37 coisas que aprendi em 37 anos

Leo Espinosa

Completei há pouco tempo 37 anos de idade. Enapá!

Sinto que sou mais nova do que o meu bilhete de identidade diz, mas quando estou ao lado de gente na casa dos vinte, sinto que estou noutro patamar – e estou mesmo 😉

A idade traz, efectivamente, maturidade. Há coisas que só sei agora, sei por dentro e não por fora. Ou seja, tenho essa experiência e não estou apenas a reproduzir um chavão mil vezes repetido. É como a questão da empatia, temos de encontrar a emoção em nós para podermos fazer um paralelo com o que outra pessoa sente e esse repertório só se adquire na prática.

Assim sendo, aqui estão umas coisas que fui aprendendo ao longo desta minha vida: Continuar lendo 37 coisas que aprendi em 37 anos

Quarentena ou o resultado do sorteio

Quarentena foi o que aconteceu entre o lançar do sorteio dos dois livros e esta atribuição dos mesmos. Na realidade até ultrapassou um pouco os 40 dias (foram 44).
É que depois de ter publicado 16 artigos no mês mais atarefado para as famílias, o mês de Dezembro, dei a mim mesma o prazo do dia de Reis para oferecer os livros, ao mesmo tempo que me auto impunha limites (para não ultrapassar os meus limites).
Acontece que parece que quando somos privados de uma coisa a recuperamos, ficamos tão tão tão carentes que não a largamos. Assim estou eu, a ir para a cama às 22h30 ou às 23h, sentindo que são 4 da manhã. Dormir é a melhor coisa do mundo ou lá perto! ❤
Mas enough is enough e cruzei finalmente os endereços. Houve 4 participações que não constam da lista de subscritores e foram por isso excluídas. Os contactos admitidos foram estes e o sorteio aleatório deu isto: Continuar lendo Quarentena ou o resultado do sorteio

coisas giras

Cá estou de regresso a este espaço ao fim de semana, com umas hiperligações giras 🙂

  • Há dias escrevi aqui como o 7 é um nº associado a ciclos da vida. Pois há um artigo que fala precisamente sobre esse número e a que corresponde o septénio, segundo a antroposofia (teoria desenvolvida por Rudolf Steiner, o fundador da pedagogia Waldorf). Fiquei sobretudo impressionada com a imagem que ilustra o artigo 😱- via Biblioteca Virtual da Antroposofia
  • Pode ser tranquilizador imaginar que também o tempo dos humanos é cíclico, mas eu concordo mais com Camões, que no poema Mudam-se os tempos mudam-se as vontades, diz: O tempo cobre o chão de verde manto,/ Que já coberto foi de neve fria, / E em mim converte em choro o doce canto. Ou seja, a natureza rege-se por ciclos, nós temos um tempo linear…
  • Se o tempo é linear, mais vale gastá-lo bem e com coisas que nos enriquecem mesmo. Sabemos que somos criaturas sociais e as relações afectivas são alimento para o coração. A curta metragem acima apresentada é um excelente exemplo disso! Parece que está farta de receber prémios, ao vê-la percebemos porquê…
  • Para podermos ter espaço interior para relações frutuosas e enriquecedoras, temos de estar bem primeiro! A nossa saúde, física e mental, não pode ficar nunca para segundo plano, sob pena de nos destruirmos. O mulherio e as mães em particular têm uma certa tendência para vestir a fatiota de super mulher… mas TODA a gente sabe que isso é uma fantasia! Ok, estamos em época de Carnaval, mas na 4ª deixamos essa personagem de parte, está bem? Convido-vos a ler o artigo vamos falar sobre o burn out materno?
  • Prova provada de que temos mil coisas na cabeça o tempo inteiro, que muita gente nem imagina, é a hilariante carta que uma mulher deixa ao marido, a explicar tintim por tintim o que ele tem de fazer de manhã até deixar as filhas na escola. Só tenho isto a acrescentar – ahahahahahahahahahahahahahah – Hoje preparas tu as coisas de manhã, boa sorte, via Notícias Magazine.

Bom fim de semana e boa pausa de Carnaval, se for caso disso!

melro

ps – não esqueci o passatempo, mas ainda não é para hoje, desculpem

 

Vamos falar sobre o ‘burn out’ materno?

Esclareço antecipadamente que não sou, de todo, especialista em saúde mental. Mas estou a especializar-me em ler os meus próprios sinais. Por outras palavras, não sou informática nem programadora, mas tenho a atenta óptica do utilizador.

wacky races

Ando agora a ler um livro que acabei por comprar numa promoção – The Fringe Hours. Francamente não estou a achar nada de especial, mas curiosamente a autora aborda exactamente a mesma temática que já aqui tinha esboçado neste artigo: o equilíbrio nas nossas caóticas vidas.

Diz a autora, Jessica Turner, que o equilíbrio é (e cito em inglês) a satisfying arrangement of elements + emotional stability = balance. E depois parte para a questão da estabilidade emocional, como não fazemos do tempo para nós uma prioridade e por aí fora. Concordo e subscrevo em absoluto… com a pequena nuance de que Continuar lendo Vamos falar sobre o ‘burn out’ materno?